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Papa Francisco pede perdão por escândalos recentes que abalaram Vaticano e Roma

Pontífice não explicou a que se referia, mas nas últimas semanas houve escândalos envolvendo religiosos e homossexualismo

REUTERS

14 Outubro 2015 | 09h00

O papa Francisco pediu perdão nesta quarta-feira, 14, por escândalos que abalaram o Vaticano e Roma, sem explicar exatamente sobre o que se referia. "Hoje ... em nome da Igreja, peço-lhes perdão pelos escândalos que ocorreram recentemente, quer em Roma ou no Vaticano", disse o papa, em uma declaração de improviso durante sua audiência semanal na Praça de São Pedro. "Peço-lhes perdão", disse ele perante dezenas de milhares de pessoas, que irromperam em aplausos.

O papa, em seguida, leu o pronunciamento que havia preparado e não entrou em detalhes.

Nas últimas duas semanas, houve dois escândalos envolvendo o Vaticano e a Igreja em Roma. Em 3 de outubro, um monsenhor polonês que trabalhava no escritório doutrinal do Vaticano desde 2003 deu uma entrevista coletiva na qual revelou ser gay e contou que há anos vive com outro homem. Krzysztof Charamsa foi demitido.

Um porta-voz disse, na época, que a decisão de Charamsa de revelar sua homossexualidade na véspera de uma reunião de bispos do mundo no Vaticano era "grave e irresponsável". Ele o acusou de tentar exercer "pressão indevida na mídia" no debate dos bispos sobre questões da família, incluindo a posição da Igreja sobre homossexuais.

O papa também parece ter se referido a um escândalo exposto na mídia italiana na semana passada sobre uma ordem de sacerdotes que administra uma paróquia em um bairro afluente de Roma. Fiéis da paróquia de Santa Teresa d'Ávila escreveram a autoridades locais da Igreja alegando que um clérigo de lá havia tido encontros com "adultos vulneráveis". Jornais disseram que isso aconteceu em um parque adjacente frequentado por prostitutos do sexo masculino.

De acordo com a carta publicada na imprensa, paroquianos disseram ter reunido provas sobre as atividades ilícitas do clérigo e ficaram furiosos ao descobrir que ele tinha sido transferido para outra parte da Itália em vez de ser punido.

Desde sua eleição em 2013, o papa pediu perdão por abuso sexual de crianças pelo clero e pelo tratamento da Igreja aos protestantes e aos povos indígenas no curso de sua história.

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