Papa defende 'porta aberta' ao diálogo com Estado Islâmico

Papa defende 'porta aberta' ao diálogo com Estado Islâmico

O papa Francisco repetiu comentários feitos neste ano que, embora seja legítimo combater um "agressor injusto", isto deve ser apoiado por um consenso internacional

REUTERS

25 Novembro 2014 | 16h11

O papa Francisco disse nesta terça-feira que, embora seja "quase impossível" ter um diálogo com os insurgentes do Estado Islâmico, a porta não deve ser fechada.

"Eu nunca digo 'tudo está perdido', nunca. Talvez não possa haver um diálogo, mas você nunca pode fechar a porta", afirmou ele a repórteres em seu avião ao voltar de Estrasburgo, na França, onde falou ao Parlamento Europeu e ao Conselho da Europa.

"É difícil, pode-se dizer quase impossível, mas a porta está sempre aberta", declarou o papa, em resposta a uma pergunta sobre se seria possível a comunicação com os militantes.

O grupo radical Estado Islâmico tomou grandes partes de território no Iraque e na Síria, decapitou ou crucificou prisioneiros, massacrou civis muçulmanos não sunitas em seu caminho e desalojou dezenas de milhares de pessoas.

O governo iraquiano, apoiado por ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos, vem tentando fazer o Estado Islâmico recuar. Milícias xiitas e curdos peshmergas ajudam a conter os insurgentes sunitas e já conseguiram espantá-los de algumas províncias.

O papa Francisco repetiu comentários feitos neste ano que, embora seja legítimo combater um "agressor injusto", isto deve ser apoiado por um consenso internacional.

(Reportagem de Eleanor Biles e Isla Binnie)

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