Polícia Militar Ambiental/Divulgação
Polícia Militar Ambiental/Divulgação

Palmiteiro corta 400 palmeiras em reserva e recebe multa de R$ 256 mil

Árvores da espécie juçara está ameaçada de extinção; crime ambiental aconteceu no Parque Estadual do Jurupará, em Tapiraí, no interior de São Paulo

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

10 Fevereiro 2017 | 13h11

SOROCABA - Um palmiteiro foi flagrado por policiais ambientais cortando palmeiras da espécie juçara, ameaçada de extinção, nesta quinta-feira, 9, no Parque Estadual do Jurupará, em Tapiraí, no interior de São Paulo. A árvore, típica da Mata Atlântica, está ameaçada de extinção, e o corte é considerado crime ambiental. Quando foi abordado, ele já havia derrubado cerca de 400 palmeiras para retirar o palmito. O infrator, que não teve o nome divulgado, foi multado pela Polícia Militar Ambiental, em R$ 256 mil.

Conforme relato dos policiais, a quantidade de árvores derrubadas e de palmitos retirados indica que o palmiteiro não agia sozinho, mas seus comparsas teriam fugido com a aproximação da polícia.

Os palmitos, cortados e dispostos em onze feixes, estavam ao longo de uma extensa trilha aberta pelos infratores na mata. Também foram apreendidas duas mulas que seriam usadas para transportar a carga.

O corte de palmeiras aconteceu também no parque conhecido como Legado das Águas, maior reserva particular de Mata Atlântica do País. Os palmitos seriam processados em fábricas clandestinas existentes na região e comercializados, possivelmente, com rótulos falsos. O suspeito não revelou o destinatário da carga.

Os produtos apreendidos foram doados para consumo dos assistidos pelo Lar São Vicente de Paulo, de Sorocaba. O rapaz, de 19 anos, foi conduzido à delegacia da Polícia Civil em Piedade e autuado por crime ambiental. Segundo a polícia, ele alegou não ter recursos para pagar a multa.

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