Países tentam definir fundo de US$ 100 bi para mudanças climáticas

Reunião em Genebra com 45 governos começa a definir criação; ministra Izabella Teixeira lidera delegação brasileira

O Estado de S. Paulo

02 de setembro de 2010 | 14h18

Os países industrializados usam a crise financeira para tentar transferir para Brasil, Índia, China e ao setor privado parte da responsabilidade por financiar o fundo de US$ 100 bilhões para lidar com mudanças climáticas.

 

Hoje, 45 governos se reúnem em Genebra para começar a definir como será criado o fundo.

 

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, irá liderar a delegação brasileira no encontro. A delegação dá sinais de que poderá flexibilizar sua posição de colocar todo o peso de uma solução sobre os países ricos.

 

Obrigados a reduzir seus gastos em razão da crise, os países ricos usam esse argumento para fortalecer uma posição já existente: a de que não aceitam que sua responsabilidade pelas emissões tenha de ser traduzida em maiores recursos para a iniciativa ambiental, estipulada durante a cúpula de Copenhague no final de 2009.

 

Um dos poucos acordos da cúpula foi o estabelecimento de um fundo para ajudar os países em desenvolvimento a se adaptar. Foi decidido que, entre 2010 e 2012, US$ 30 bilhões seriam coletados e, até 2020, os países ricos teriam de financiar o mecanismo com até US$ 100 bilhões por ano.

 

 

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