Elizabeth Ruiz/EFE
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Países tentam achar saída para Protocolo de Kyoto na COP-16

Governos pensam em uma maneira de manter um compromisso das nações com a redução das emissões de gases

Afra Balazina - Enviada especial/Cancún, O Estado de S. Paulo

30 Novembro 2010 | 11h11

Chuvas intensas provocaram neste ano 60 mortes no México. Na Guatemala, mais de mil pessoas perderam suas vidas por causa de desastres naturais. Houve seca grave na África, inundações no Paquistão e incêndios na Rússia. Esses exemplos foram listados ontem pelo presidente mexicano, Felipe Calderón, na cerimônia de abertura da Conferência do Clima da ONU em Cancún, a COP-16.

 

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Seu objetivo era o de confirmar que as mudanças climáticas já estão em curso e que é imperativo agir o quanto antes para evitar que tragédias piores aconteçam. “Não estamos negociando sozinhos (...), mas em nome de toda a humanidade. O mundo espera uma resposta responsável de nós”, afirmou.

 

Na abertura, os representantes dos países tentavam elevar as expectativas da reunião. Já se sabe que é improvável chegar a um acordo global com valor jurídico que inclua as metas de corte de emissões dos gases-estufa. Porém, eles avaliam que é necessário acordar um pacote de decisões que possam ser colocadas em prática rapidamente.

 

A ministra dinamarquesa de Mudanças Climáticas, Lyke Fris, afirmou que haverá mais rodadas depois de Cancún para chegar a um acordo completo. Mas ressaltou que há muita coisa em jogo em Cancún e que, se a reunião fracassar, o processo multilateral de negociação da ONU será questionado.

 

Segundo ela, as expectativas na Conferência do Clima anterior, a COP-15, sediada em Copenhague, na Dinamarca, estavam altas demais, o que não é bom. Mas em Cancún estão baixas demais, o que também não é positivo, alertou.

 

Os EUA se comprometeram ontem a manter a meta proposta no ano passado – um corte de 17% das emissões em relação ao nível de 2005 até 2020.

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