Virginia Mayo/AP - 17/12/2009
Virginia Mayo/AP - 17/12/2009

Países ricos culpam pobres erroneamente por clima, diz Índia

Ministro do Meio Ambiente indiano critica atuação da Dinamarca no processo de discussão do acordo na COP

REUTERS

17 Dezembro 2009 | 12h13

A Índia disse nesta quinta-feira, 17, que os países ricos estavam lançando uma "campanha de propaganda" culpando erroneamente as nações pobres pela incapacidade de se chegar a um acordo para combater as mudanças climáticas numa conferência da ONU em Copenhague.

 

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"Estamos cientes de que os países ocidentais agora lançarão uma campanha de propaganda para responsabilizar os países em desenvolvimento", disse o ministro do Meio Ambiente indiano, Jairam Ramesh à Reuters. "Isso está errado, isso é malicioso. Essa não é a hora de recriminações mútuas", observou.

"É apenas uma questão de tempo antes que a troca de acusações comece", disse ele, acrescentando que alguns países desenvolvidos já estavam acusando países em desenvolvimento de bloquearem o acordo.

Ramesh, no entanto, culpou a anfitriã Dinamarca pelo impasse da Conferência. "O processo adotado aqui em Copenhague é altamente falho", disse. "Se acumulou um déficit de confiança e nenhum esforço foi feito por parte da Dinamarca para remover essa falta de confiança".

Ele disse que a Dinamarca pediu ao primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, que comandasse um pequeno grupo de nações desenvolvidas para tentar criar uma declaração política para cerca de 120 líderes que estão na cúpula.

Mas Ramesh disse que o texto não está sendo compartilhado com os outros países que terão de assiná-lo. "Até a manhã de hoje não sabemos do conteúdo do texto que os chefes de Estado devem ver amanhã, o chamado resultado de Copenhague", disse ele.

"Nos prometeram repetidamente que o rascunho seria mostrado para nós. Mas essas promessas não foram cumpridas", disse.

"Ainda tenho esperanças de que ao longo do dia poderemos ter algo liberado, mas a relutância contínua dos dinamarqueses de revelar o texto político aos ministros é desconcertante", acrescentou.

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