Países precisam ir além de promessas atuais para frear aquecimento global, diz estudo

As promessas feitas até agora por países para conter as emissões de gases de efeito estufa irão ajudar a evitar os piores níveis de aquecimento global até 2100, mas são necessárias mais ações para manter as temperaturas dentro do limite de 2 graus Celsius estabelecido pelos governos, mostrou um estudo divulgado nesta segunda-feira.

REUTERS

28 Setembro 2015 | 14h28

Os compromissos assumidos pelos governos este ano para restringir as emissões depois de 2020 irão limitar o aquecimento a um aumento de 3,5 graus Celsius acima da era pré-industrial, afirma o estudo, o que representa menos que os 4,5 graus Celsius esperados se os países continuarem na trajetória atual sem impor limites.

Mesmo assim, o aumento projetado nas temperaturas médias irá ultrapassar o teto de 2 graus Celsius acertado por quase 200 governos para evitar o agravamento das enchentes, secas, ondas de calor e do aumento no nível dos mares.

A análise foi produzida por especialistas da Climate Interactive, uma organização sem fins lucrativos do Estado norte-americano de Washington, e pela Escola de Administração Sloan do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês).

Nos últimos dias, grandes emissores como Brasil, Indonésia e África do Sul divulgaram planos para reduzir as emissões depois de 2020. Outros grandes poluidores, liderados por China, EUA e União Europeia, também já revelaram planos semelhantes este ano.

As promessas nacionais devem ser o arcabouço do acordo que se espera da Cúpula Climática da Organização das Nações Unidas (ONU) em Paris em dezembro para frear a mudança climática.

“Fizemos progresso, e nossa análise mostra que, com mais ações depois das negociações de Paris, podemos manter o aquecimento abaixo dos 2ºC”, disse Andrew Jones, do Climate Interactive.

“As barreiras atuais são políticas e sociais, e acreditamos que podem ser superadas”, acrescentou em um comunicado.

(Por Arpan Varghese, em Bangalore, e Alister Doyle, em Oslo)

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