Países poluentes recebem 'prêmio' em conferência de Bali

Não é fácil serpreservacionista. Especialmente se você for um país bastantepoluente como a Arábia Saudita, os EUA ou o Canadá. Todos ostrês foram condecorados no primeiro "Prêmio Fóssil do Dia"concedido em meio às negociações sobre o clima realizadas emBali, na segunda-feira. Cada um deles recebeu um pequeno saco de carvão adornadocom sua bandeira nacional, em uma paródia de cerimônia depremiação marcada por muitas vaias e risadas. O prêmio, um acontecimento diário dos encontros anuais doProtocolo de Kyoto, foi apresentado por delegações de jovens domundo como forma de criticar os países apontados como os menospreocupados com a preservação do meio ambiente. A Arábia Saudita, maior exportador de petróleo do mundo econhecida por recusar-se a adotar qualquer limite de emissão degases do efeito estufa, recebeu o prêmio na categoria maisobscuramente obstrutiva nas negociações de Bali. Os EUA, país que mais emite gases do efeito estufa nomundo, recebeu o prêmio por "bloquear os esforçosinternacionais no combate às mudanças climáticas", afirmou umjovem norte-americano. Os delegados do Canadá, país que ratificou o Protocolo deKyoto, mas não conseguiu atingir sua cota, foram acusados dedizer a uma comissão em Bali que as metas compulsórias deredução nas emissões não eram necessárias para os países maispoluentes. "Depois de termos deixado de cumprir nossas metas de Kyoto,não temos credibilidade nenhuma para exigir que outros paísesassumam novas obrigações", disse uma jovem ativista canadenseao receber o prêmio em nome de seu país. (Reportagem de David Fogarty)

REUTERS

03 de dezembro de 2007 | 13h32

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