Países da UE se reunem para discutir como salvar negociações do clima

A reunião aconteceu em Bruxelas; Connie Hedegaard afirmou que Copenhague foi um primeiro passo

REUTERS

22 Dezembro 2009 | 14h59

A Suécia descreveu o Copenhague como um "desastre" nesta terça-feira, antes de uma reunião ambiental entre ministros da União Europeia para discutir como salvar o processo de negociações do clima.

 

 

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A União Europeia foi para Copenhague com a esperança de realização de um amplo compromisso de, pelo menos, 20% de corte das emissões de carbono no prazo de 10 anos (abaixo dos níveis de 1990), mas a proposta não ficou selada no acordo final.

 

 

"Os ministros vão se reunir hoje para discutir, é claro, como proceder após esta catástrofe que aconteceu em Copenhague ", disse Andreas Carlgren, Ministro do Meio Ambiente sueco, a repórteres antes da reunião em Bruxelas. Carlgren presidirá as conversações, pois a Suécia ocupa atualmente a Presidência da UE.

 

"Eu espero que possamos discutir como continuar ... mas também que façamos uma reflexão sobre as possibilidades de formas alternativas de trabalho agora, porque foi uma falha muito grande e temos de aprender com isso ".

 

Os 27 estados membros da UE tinham uma posição unificada e um plano de redução de emissões e de financiamento ao mundo em desenvolvimento. O compromisso era gastar cerca de 7 milhões de euros (US$ 10,01 bilhões) nos próximos três anos para ajuda países mais pobres.

 

Mas estes objetivos foram largamente marginalizado com o fracasso das negociações para produzir o acordo inovador que muitos esperavam.

Na seguna-feira, a Grã-Bretanha responsabilizou a China e um punhado de outros países de bloquear um acordo legalmente vinculativo em Copenhague, intensificando a um jogo de culpas que tem dado o tom das repercussões desde que as conversações terminaram.

 

O primeiro-ministro Gordon Brown considerou o encontro "na melhor das hipóteses imperfeito e, na pior, caótica" e exigiu uma reforma urgente

do processo para tentar chegar a um tratado legal quando as negociações forem retomadas, na Alemanha, em Junho próximo.

   

 

Mas a ministra dinamarquesa do Clima, Connie Hedegaard - que abandonou a presidência da COP-15 depois de ter sido criticada pelos países Africanos por favorecer as nações mais ricas nas negociações - disse que estava sem tempo para ficar deprimida sobre o processo de luta contra as alterações climáticas.

 

 

"O que precisamos fazer é garantir o passo que demos e transformá-lo em um resultado ", disse ela a jornalistas ao chegar para o encontro de Bruxelas nesta terça-feira. Perguntada se Copenhague foi um fracasso, ela respondeu: "Teria sido um fracasso, se não tivéssemos conseguido nada. Mas nós conseguimos algo. Um primeiro passo. Foi a primeira vez em que realizamos um processo no qual todos os países estavam presentes, incluindo os grandes emissores. "

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