Países africanos criam órgão de pesquisa da natureza

Ministros africanos do Meio Ambiente prometeram na sexta-feira criar um organismo internacional de pesquisas para estudar e proteger a fauna e a flora do continente, a fim de reverter a perda da sua biodiversidade.

REUTERS

17 de setembro de 2010 | 20h07

A África é famosa por seus leões, elefantes, rinocerontes e leopardos, que atraem milhões de turistas por ano. Mas essa riqueza está ameaçada pela pressão populacional, pela caça e pelo desmatamento.

Uma declaração emitida na noite de sexta-feira no Gabão, ao final de uma semana de conferência sobre a biodiversidade, diz que o novo organismo reunirá cientistas de todo o continente.

O objetivo será "reunir conhecimento sobre a biodiversidade e sua proteção ... pesquisar as rotas migratórias de importantes espécies selvagens e seus habitats vulneráveis à mudança climática ... (e estabelecer) centros regionais de biodiversidade."

O Programa Ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU) diz que a África abriga 1.229 espécies de mamíferos, um quarto de todos os mamíferos da Terra, e cerca de 2.000 espécies de aves, um quinto do total.

O presidente do Gabão, Ali Ben Bongo, que assumiu o poder com a morte do seu pai, Omar Bongo, no ano passado, tem se apresentado como um fervoroso ambientalista. Ele proibiu a exportação de madeira, ampliou zonas de proteção e criou 13 parques nacionais.

(Reportagem de Phal Gualbert Mezu)

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