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Johan Ordonez / AFP
Johan Ordonez / AFP

Organização confirma novo recorde de calor registrado na Antártida: 18,3°C

Registro foi feito em 6 de fevereiro de 2020 e confirmado nesta semana pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), da ONU. Território tem grande importância nas observações sobre a evolução do clima e dos oceanos

AFP, O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2021 | 05h00

A Antártida quebrou seu recorde de calor em 6 de fevereiro de 2020: a temperatura no continente chegou a 18,3° C. As informações foram confirmadas na quinta-feira, 1º, pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU).

O recorde, já aprovado, foi registrado na estação científica argentina de Esperanza e supera o que já havia sido notificado no mesmo local do continente em 24 de março de 2015, quando o termômetro marcava 17,5 ° C, informou a OMM.

A entidade, por outro lado, não validou um recorde de temperatura ainda mais alta, 20,75 ºC, registrado no dia 9 de fevereiro do ano passado em uma estação automática brasileira próxima à Ilha Seymour, porque um escudo anti-radiação alterou as medidas.

Na região antártica como um todo, o que inclui todo o território que fica ao sul do chamado Paralelo 60, a temperatura mais alta já registrada, 19,8 ° C, foi detectada na Ilha de Signy, em 30 de janeiro de 1982. "Verificar essas medições de temperatura máxima é importante porque nos ajuda a traçar um quadro do tempo e do clima em uma das últimas fronteiras finais da Terra", explicou Petteri Taalas, secretário-geral da OMM.

“A península antártica é uma das regiões do planeta que mais aquece: quase 3 graus nos últimos cinquenta anos”, disse. “Assim, este novo recorde de temperatura é consistente com a mudança climática que estamos observando.”

A comissão encarregada da homologação do registro estudou a meteorologia do continente no momento da medição e observou um fenômeno de alta pressão, que contribuiu para o aquecimento da superfície daquele local. O comitê também verifica se as instalações da estação estão funcionando bem antes de realizar qualquer homologação.

O novo registro de medição será incluído nos arquivos oficiais da OMM, onde são coletadas medições extremas em termos de meteorologia e clima, como temperaturas máximas e mínimas, chuvas ou granizo, períodos de seca, rajadas de vento mais rápidas ou os raios mais duradouros.

A temperatura mais baixa já observada, -89,2 ° C, data de 21 de julho de 1983 e foi registrada na Estação Vostok.

“Muito mais ainda que o Ártico, a Antártida é mal coberta em termos de observações e previsões meteorológicas e climatológicas, embora ambos (os territórios) tenham um papel importante na evolução do clima, nos oceanos e na elevação do nível do mar”, frisou o diretor da OMM.

Elevação no nível do mar

Estudos recentes sugerem que um aumento de 2º C poderia favorecer o degelo na Groenlândia e no oeste da Antártida, o que provocaria uma elevação no nível do mar em 13 metros. Um ponto sem volta.

“Este novo recorde mostra mais uma vez que as mudanças climáticas exigem medidas urgentes”, disse Celeste Saulo, primeira vice-presidente da OMM e chefe do serviço meteorológico argentino.

“É essencial continuar a fortalecer os sistemas de observação, previsão e alerta para responder a eventos extremos, que ocorrem cada vez com mais frequência devido às alterações climáticas”, acrescentou.

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