Thierry Roge/Reuters
Thierry Roge/Reuters

ONU pede 'clareza' a UE para que cúpula climática tenha êxito

Representante da organização diz que bloco deve elevar seu compromisso de redução de emissões de CO2

Efe,

23 Novembro 2009 | 16h08

O responsável das Nações Unidas sobre mudança climática, Yvo de Boer, pediu nesta segunda-feira, 23, à União Europeia (UE) que esclareça quanto oferecerá aos países em desenvolvimento e em que condições aceitaria elevar seu compromisso de redução de emissões de dióxido de carbono (CO2) de 20% para 30% até 2020.

 

Veja também:

linkDinamarca confirma 65 líderes mundiais na cúpula do clima

linkFalta de metas para Copenhague é 'absurdo', afirma Dilma

linkEmissões da agricultura contrabalançam captura de CO2 

 

"A UE deve dar clareza sobre as condições para elevar seu compromisso de redução, assim como sobre o financiamento a países em desenvolvimento", disse De Boer, que assiste hoje em Bruxelas ao Conselho de Ministros de Meio Ambiente do bloco.

 

Em sua opinião, a UE segue liderando a luta internacional contra a mudança climática, seguida da China, que também está dando sinais claros de compromisso, mas deve ser mais precisa nestas duas questões se quiser que a cúpula sobre mudança climática entre 7 e 18 de dezembro em Copenhague tenha êxito.

 

No entanto, segundo De Boer, os responsáveis de Meio Ambiente europeus não poderão decidir hoje sobre a contribuição da UE ao financiamento público internacional para auxiliar as nações em desenvolvimento a combater a mudança climática, já que se trata de uma "decisão política" que depende dos ministros de Economia e Finanças e em última instância dos chefes de Estados e de Governo dos 27 países-membros.

 

Sobre a redução de emissões, a UE se comprometeu a reduzir até 2020 de forma unilateral 20% de suas emissões de CO2 em comparação com os níveis de 1990 e a elevar esse corte até 30% se outros atores internacionais realizarem "esforços comparáveis".

 

"Não digo que a UE deva reduzir 30% independentemente do que acontecer (em Copenhague), mas sugiro que obtenhamos clareza sobre em que condições a Europa se sentiria em posição para avançar rumo aos 30%", explicou De Boer e considerou que "a peça que falta" neste sentido é a posição dos Estados Unidos.

 

Acrescentou que a UE também deveria esclarecer outros aspectos mais técnicos de sua posição, como se contabilizará a assimilação de CO2 das florestas caso aceite elevar seu compromisso para 30% (já que o compromisso atual de 20% não leva em conta este aspecto).

Mais conteúdo sobre:
ONU Uniao Europeia Copenhague clima

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.