ONU negociará tratado contra contaminação por mercúrio

Proposta dos EUA é que acordo esteja completo em três anos; tratado provisório será firmado antes

EFE,

20 Fevereiro 2009 | 13h57

Mais de 140 países concordaram em elaborar um tratado para reduzir os níveis de contaminação por mercúrio, uma decisão tomada no encerramento do  25º Fórum Ministerial do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), encerrado nesta sexta-feira, 20, em Nairóbi.   Após cinco dias de debates, os representantes governamentais decidiram, por unanimidade, iniciar as negociações para chegar a um tratado internacional sobre as emissões e descarte de mercúrio, que ameaçam a saúde de milhões de pessoas, com maior risco para bebês e trabalhadores em minas.   O diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, disse que os ministros reconheceram que o risco para a saúde humana e o meio ambiente  que assinarão, enquanto se negocia o tratado, um acordo internacional provisório.   O acordo buscará estimular a capacidade dos países em armazenar o mercúrio de forma segura, reduzir os vazamentos do metal, criar conscientização dos perigos e reduzir as quantidades utilizadas em produtos como termômetros, explicou Steiner.   O tema do mercúrio foi um dos pontos principais da conferência, depois que o representante dos Estados Unidos, Daniel Reifsnyder, ter declarado, na segunda-feira, 16, que seu país "quer iniciar negociações para limitar a dispersão do mercúrio, um debate para se concluir em três anos".   Cerca de 6.000 toneladas de mercúrio são lançadas no meio ambiente a cada ano, cerca de um terço gerado por centrais elétricas e minas de carvão. Uma quantidade significativa do metal vai parar nos oceanos, onde entra na cadeia alimentar.

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