Virginia Mayo/AP - 16/12/2009
Virginia Mayo/AP - 16/12/2009

ONGs pedem que líderes mundiais salvem cúpula em 'crise'

Representantes de organizações ambientalistas pedem concretização do fundo para as ações de mitigação

Efe,

16 Dezembro 2009 | 14h49

Representantes de várias ONGs internacionais afirmaram nesta quarta-feira, 16, que as negociações na Cúpula das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague, estão em "crise" e que só um esforço dos líderes de Estado e de Governo nos próximos dois dias pode salvá-las.

 

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Os países em desenvolvimento não aceitarão um acordo "fraco". Eles consideram necessário concretizar compromissos sobre reduções das emissões de gases de efeito estufa e, sobretudo, sobre o financiamento para as ações de mitigação e adaptação dos países pobres, afirmaram representantes de várias ONGs, em entrevista coletiva.

 

"Estas conversas fracassarão a não ser que os países ricos proporcionem o dinheiro que prometeram há dois anos para ajudar os países pobres a reduzirem suas emissões e se adaptarem a um clima em transformação. Eles estão prontos para cumprir sua parte do acordo, agora os ricos devem mostrar sua vontade de fazer o mesmo", disse Jeremy Hobbs, diretor executivo da Oxfam International.

 

Hobbs criticou a "conjuração" dos países em desenvolvimento para oferecer a "ilusão de ação" em um texto sem substância e disse que os países pobres já asseguraram que não assinarão um acordo "suicida". "O problema não é a falta de ideias ou de conversas, já que os elementos para cumprir com essas condições e evitar o 'desastre' estão "sobre a mesa", declarou Hobbs.

 

O diretor-geral do Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês), Jim Leape, culpou os Estados Unidos de se envolverem em detalhes concretos que provocaram a paralisação das negociações. "Necessitamos outra atitude dos EUA. Se continuarem como estiveram até agora, acabarão com as negociações", disse Leape, que espera que a chegada na noite desta quarta-feira a Copenhague da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, contribua para dar uma reviravolta no processo.

 

Leape responsabilizou também a China pela situação crítica do processo e pediu aos representantes do país que assumam um papel protagonista.

 

Kumi Naidoo, principal responsável pelo Greenpeace, ressaltou a importância do financiamento aos países pobres e disse que, se esse aspecto não for solucionado, as negociações serão quebradas.

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