ONGs criticam expansão mundial do cultivo da soja transgênica

Segundo organizações, esse cultivo ameaça a biodiversidade dos locais onde é implantado

Efe,

12 Maio 2009 | 17h45

Um grupo de 60 ONGs de todo o mundo - entre elas de Brasil e Argentina - criticaram nesta terça-feira, 12, a expansão mundial do cultivo da soja transgênica, devido à "ameaça" que representa à biodiversidade.

 

As organizações publicaram uma carta na qual criticam concretamente a chamada "mesa-redonda para o desenvolvimento sustentável da soja", formada por indústrias e empresas alimentícias, cujo objetivo é promover uma regulação da produção, o processamento e a comercialização desse alimento.

 

Segundo as ONGs, os critérios dessa mesa promovem a monocultura da soja geneticamente modificada e são "muito frágeis" para proteger ecossistemas como os do Amazonas, do Cerrado e de Chaco.

 

A ONG brasileira Amigos da Terra assina a carta, assim como associações de consumidores de produtos ecológicos e de pequenos agricultores do Brasil; a Coalizão mundial pelas Florestas -na qual há entidades de muitos países, como Costa Rica ou Chile -; e a Via Campesina.

 

Os membros dessa mesa-redonda criticada são sobretudo companhias de sementes e de distribuição, embora associações ambientalistas também participem.

 

As ONG destacam que a iniciativa "ignora soluções mais sustentáveis", como uma reforma agrária na América do Sul, o desenvolvimento de mercados locais ou a busca de alternativas à soja, para obter rações.

 

"A mesa é um exercício de relações públicas para a indústria, que foi uma das principais responsáveis pela destruição de habitats na América do Sul, da perda de terra para milhares de famílias", acrescentam.

 

"A soja transgênica piorou as coisas para o meio ambiente e os habitantes locais, porque o transgênico resiste às más ervas, apesar dos herbicidas, e a única solução é a aplicação de mais produtos químicos, frequentemente pela via aérea", segundo a carta.

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