ONGs criticam atuação de árabes na luta contra efeito estufa

Arábia Saudita sempre foi o pior colocado em ranking siobre o tema elaborado por organização alemã

EFE,

08 Outubro 2009 | 19h16

países árabes, com a Arábia Saudita à frente, pretendem sabotar as negociações sobre mudança climática para proteger sua produção petrolífera, denunciaram duas ONGs.

 

Veja também:

linkNão se pode separar economia e ecologia, diz Jeffrey Sachs

linkAquecimento pode reduzir PIB de países em até 20%, diz estudo

link Derretimento no Ártico pode afetar 25% da população mundial

link Mundo deve estar pronto para crise climática, diz Reino Unido

link Mudança no clima custará US$ 400 bi anuais, diz estudo

especialExpansão econômica vs. sustentabilidade

 

"Sempre se opuseram ao Protocolo de Kyoto, a diferença agora é que sua tarefa de obstrução se produz desde dentro das negociações, no G-77 mais China", afirmou em entrevista coletiva o diretor de IndiACT, Wael Hmaidan.

 

IndiACT, com sede no Líbano, e a alemã German Watch apresentaram em Bangcoc um relatório que analisa a posição sobre o aquecimento global dos 22 governos de nações árabes, onde se misturam nações com fortes economias baseadas nos petrodólares e países pobres com uma escassez extrema de água.

 

"O principal fator comum na região é que a mudança climática afetará severamente a vida de suas comunidades", segundo o estudo.

 

Hmaidan assinalou que "a posição árabe está mais interessada em proteger a produção petrolífera que em salvar ao planeta dos efeitos adversos do aquecimento global".

 

"A Arábia Saudita utilizou sua ascendência política e a indiferença dos outros governos para dominar a voz árabe", explicou.

 

Nas últimas duas semanas, os países árabes foram os únicos que se opuseram a celebrar uma reunião informal em novembro sobre mudança climática, além da projetada em Barcelona, e rejeitam níveis concretos de redução de gases do efeito estufa.

 

Hmaidan sustentou, além disso, que a Arábia Saudita, "o único país que se alegrou quando os Estados Unidos saíram do Protocolo de Kyoto em 2001", está jogando em exigir diferentes compensações para reduzir a produção de petróleo para atrasar as negociações.

 

Desde 2006, German Watch vem apresentando anualmente um índice de atuação contra a mudança climática e Arábia Saudita sempre foi o pior colocado, pelo nível de suas emissões e as políticas para reduzi-las, explicou o delegado da ONG alemã, Christoph Bals.

 

"A falta de ambição dos países desenvolvidos é a principal razão pela que não há progressos nas negociações, no entanto, é essencial que os países em desenvolvimento como a Arábia Saudita aumentem seus objetivos", acrescentou.

 

Amanhã finaliza a reunião de mudança climática da ONU em Bangcoc, onde 2 mil delegados de 179 países preparam a agenda para decidir na Conferência de Copenhague as políticas ambientais após o Protocolo de Kioto, que expira em 2012.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.