ONG quer adoção dos padrões de qualidade do ar da OMS

Abaixo-assinado que será entregue à Cetesb revindica o uso dos modelos de medição da qualidade do ar recomendados pela Organização Mundial de Saúde

Karina Ninni, estadao.com.br

20 de setembro de 2010 | 19h21

Mais de mil assinaturas já foram colhidas em um abaixo-assinado para que a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) adote o padrão de classificação da qualidade do ar da Organização Mundial de Saúde (OMS). A iniciativa é do Movimento Nossa São Paulo, que deverá entregar o documento nesta quarta-feira ao presidente da Cetesb, Fernando Rei. Os padrões do Estado, que segue normas do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente), são muito mais permissivos que os recomendados pela OMS. Mas é possível estabelecer parâmetros mais rígidos em nível estadual.

 

"Os indicadores que usamos são muito próximos dos que a OMS tinha em 1990. Mas em 2005 a Organização reviu seus números e fez nova recomendação. Nós fizemos um seminário em 2008 e estamos terminando um estudo sobre as ações necessárias para adequar os parâmetros", afirma Carlos Eduardo Komatsu, gernte de qualidade ambiental da Cetesb. Ele diz que a solução é a melhoria da qualidade dos veíciulos e dos combustíveis.

 

"Essas soluções não estão dando conta do problema", rebate Maurício Maurício Broinizi Pereira, do Movimento Nossa São Paulo. "É preciso mexer na matriz energética do transporte público, criar ciclovias, voltar a fazer uso dos trólebus, que sumiram das ruas. Apenas duas linhas resistem na cidade".

 

 

Atualmente, segundo a Faculdade de Saúde Pública da USP, 12 pessoas morrem diariamente na capital em decorrência da poluição. E o custo da saúde pública gerado pela má qualidade do ar é estimado pela FGV em R$ 406 milhões ao ano na capital.

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