Ondas gigantes colocam Grã-Bretanha e Holanda em alerta

AHolanda e a Grã-Bretanha fecharam barreiras de defesa marítima,retiraram de helicóptero os trabalhadores de plataformas depetróleo do mar do Norte e orientaram milhares de pessoas adeixarem suas casas quando ondas provocadas por uma tempestadesomaram-se à maré alta para ameaçar a região. A costa holandesa e a região leste da Inglaterra foramatingidas pelas ondas, nas primeiras horas da sexta-feira, masnão houve registro de nenhuma grande inundação, e asplataformas do mar do Norte retomavam as suas atividades. A força das águas não rompeu a barreira de proteçãolocalizada perto de Roterdã, mas o porto da cidade, o maior daEuropa e por onde passa um grande fluxo de mercadorias(incluindo petróleo), deve permanecer fechado, afetando 60navios. Essa é a primeira vez que se fechou a barreira existente nocanal que liga Roterdã ao mar do Norte. A barreira foiconstruída na década de 1990. Centenas de trabalhadores foram retirados das plataformasde gás e petróleo do mar do Norte devido à previsão de ondascom até 20 metros e de rajadas de vento de mais de 100 km/h. Ao menos nove plataformas, responsáveis por produzircentenas de milhares de barris de petróleo por dia, ficaramfora de operação. A StatoilHydro, a maior produtora do combustível na partenorueguesa do mar do Norte, disse na sexta-feira que asoperações haviam sido prejudicadas menos do que o temido e queseriam retomadas dentro em breve. Na Holanda, algumas barreiras de proteção começaram a serreabertas. A polícia britânica informou que uma barreira contraenchentes de Great Yarmouth, no leste da Inglaterra, havia sidosuplantada pelas águas, mas sem colocar em risco casas da área.Alguns surfistas tentaram pegar as ondas. Novas elevações do nível do mar estão previstas para acosta da região de Kent e para Londres, mas não devem coincidircom a maré alta. As barreiras do rio Tâmisa estão fechadasdesde quinta-feira. Autoridades holandesas disseram que as águas subiram 3,16metros acima do nível médio do mar no sul do país, para cederem seguida. Horas depois, no norte do país, o nível do marchegou a subir 3,40 metros, mas sem causar inundações. Em 1953, enchentes do tipo mataram mais de 2.000 pessoas noleste da Inglaterra e na Holanda. Naquela inundação, o marsubiu 3,85 metros acima do seu nível normal. Os meteorologistas prevêem que continuarão a ocorrertempestades na região, com rajadas de vento de até 100 km/h. Um porta-voz da Agência Ambiental da Grã-Bretanha disse nasexta-feira que as ondas atingiram até 2,75 metros. Temia-seque essa cifra fosse de 3 metros. "Podemos dizer que superamos o pior, mas devemos ficaratentos. As condições climáticas ainda são adversas", afirmou."A diferença entre hoje e 1953 é que agora temos um sistema dedefesa contra enchentes e um sistema de vigilância muitomelhores." (Com reportagem de Harro ten Wolde e Catherine Hornby emAmsterdã e Tim Castle em Londres)

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