Obras do PAC pressionam por desmatamento, diz Ibama

Conseguir desenvolvimento preservando a natureza não é fácil, diz o presidente do instituto

25 de janeiro de 2008 | 14h46

O presidente interino do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Bazileu Margarido, reconheceu que as obras do Programa da Aceleração do Crescimento (PAC) podem ser consideradas fatores de pressão sobre o desmatamento na Amazônia. "Estamos trabalhando e empenhando um esforço muito grande para que isso não aconteça", afirmou, em entrevista à Agência Brasil.   Veja Também:   Vídeo: Agricultura e pecuária não são causas  Marina: bancos não financiarão ação com desmatamento PF reforça efetivo na Amazônia com mais 800 agentes CPI do Desmatamento será prioridade na Câmara dos Deputados Taxa mensal de desmatamento na Amazônia disparou em 2007 Lula convoca reunião de emergência sobre Amazônia Acompanhe a evolução do desmatamento  Ainda há tempo para salvar a Amazônia?   Questionado sobre a relação entre grandes empreendimentos na região e o aumento da destruição da floresta, Margarido respondeu que o Brasil precisa chegar a um resultado que concilie desenvolvimento econômico e social e preservação dos recursos naturais.   "Em todos os países do mundo, o modelo de desenvolvimento sempre representou degradação de recursos naturais, isso ocorreu nos Estados Unidos, na Europa, na Ásia. O modelo de desenvolvimento capitalista é intensivo em uso de recursos naturais", disse.   "No Brasil, precisamos provar que somos capazes de promover o desenvolvimento econômico e social com proteção dos recursos naturais", avaliou. "Não é algo fácil de ser feito", acrescentou.

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