Divulgação/Nesspresso
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Objetivo é chegar a 700 mil árvores restauradas, diz líder do Nespresso AAA de Qualidade Sustentável

Guilherme Amado fala sobre a parceria da empresa com a Fundação SOS Mata Atlântica em áreas de cultivo de café

Pablo Pereira, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2021 | 11h00

O projeto da Fundação SOS Mata Atlântica de recuperação das áreas degradadas conta com apoio de empresas como a Nespresso, produtora de cafés. A iniciativa já resultou em investimento de cerca de US$ 170 mil para reintroduzir 70 mil árvores de 60 espécies nativas na Bacia do Rio Pardo, município de São Sebastião da Grama, no interior paulista.

"Eu coordeno um programa de relacionamento com as fazendas de café. É um programa com três pilares: qualidade, sustentabilidade e produtividade, uma iniciativa que já completa 16 anos no Brasil. Temos linhas de investimentos na produção de cafés, mas hoje há um grande desafio também importante que é o das mudanças climáticas", diz Guilherme Amado, líder do Programa Nespresso AAA de Qualidade Sustentável. 

"Nós atuamos em 17 países e o Brasil é o maior produtor para a Nespresso. É um programa com mais de 110 mil fazendas. No Brasil, 1.200 fazendas de café. E nós nos preocupamos com a restauração das bacias hidrográficas. Temos uma abordagem de restauração de áreas APP, lindeiras, nascentes, beira de rios, que é feita com plantio de árvores", conta. 

Segundo ele, a empresa mira na chamada "cafeicultura regenerativa", com a manutenção de um solo saudável, preservação da biodiversidade e proteção dos recursos hídricos. Para cumprir parte do objetivo, iniciaram um projeto na região do Cerrado mineiro, o "Consórcio Cerrado das Águas", focado no desenvolvimento local a partir de pilares de restauração e social. 

Na sequência, tiveram a ideia de incluir a Mata Atlântica, atuando na região do Vale da Grama, onde a empresa opera com a variedade bourbon amarelo. No Vale, há também uma diversidade de cultivos, como plantio de oliveiras, macadâmias, abacateiros. Tudo numa bacia importante não só para o café, mas do aspecto social e com grande potencial gigantesco de turismo. 

"Fizemos lá um diagnóstico de 154 nascentes, localizamos uma área a ser restaurada, de 277 hectares. E começamos por nós mesmos. Mas aí tivemos contato com a Fundação SOS Mata Atlântica, com o programa deles 'Florestas para o Futuro'", conta Amado. "Disso começou um projeto com um investimento de US$ 100 mil, para em 5 anos chegarmos a 700 mil árvores restauradas nas nascentes e áreas lindeiras aos cursos de água."

De acordo com Amado, hoje o projeto, sem data para terminar, já conta com investimentos de US$ 170 mil, cobrindo o plantio de árvores e monitoramento: "A ideia agora é conectar o projeto com a nossa agenda de carbono. Nós já anunciamos a neutralização de toda a pegada de carbono até o próximo ano. Aí, a primeira iniciativa é o plantio de árvores dentro cadeia de produção de café, mas paralelo ao programa, temos outros projetos sociais, com parceria com o Sebrae na região."

"Acreditamos que temos a responsabilidade de capacitar os atores locais, mas depois, eles, na região do Vale da Grama, vão assumir o trabalho, como fizemos no Cerrado, onde a associação já anda por si só", garante o executivo. "A gente já é só parceiro. Mas o primeiro passo é fundamental.”

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