Obama vê aumento do consenso em torno de lei climática

Rumo da legislação dos EUA é essencial para as negociações do acordo internacional sobre efeito estufa

Reuters,

23 Outubro 2009 | 18h43

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que vê um aumento do consenso no Congresso americano em torno das propostas legislativas sobre mudança climática e política energética que são vistas como críticas para as negociações internacionais de um novo pacto sobre a mudança climática.

 

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Obama que apoia uma lei para cortar as emissões de gases causadores do efeito estuda pelos Estados Unidos, promoveu os projetos durante uma visita a Massachusetts, dizendo que a legislação transformará o sistema energético dos EUA e lançará o país na liderança mundial para o desenvolvimento de tecnologias de combustíveis limpos.

 

"Todos nos EUA devem ter algum envolvimento na lei que pode transformar nosso sistema energético em um que é muito mais eficiente, muito mais limpo, e fornecerá independência energética para o país", disse ele a uma audiência no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, pedindo apoio bipartidário ao projeto.

 

O presidente disse que é preciso fazer uma mudança rápida nas prioridades energéticas do país e declarou acreditar que os legisladores - muitos dos quais são céticos em relação à proposta - estão acompanhando.

 

"É uma transformação que será feita da forma mais rápida e cautelosa possível, para garantir que estamos fazendo o que é necessário para que esta economia cresça no curto, médio e longo prazo", disse Obama. "Acredito que o consenso está crescendo para atingir exatamente isso".

 

Meses atrás, a Câmara de representantes aprovou, por pequena margem, uma lei para cortar as emissões de gases do efeito estufa em 17% sobre a base de 2005 até 2020, e 80% até 2050.

No Senado, o partido Democrata apresentou um projeto com metas mais ambiciosas, de redução de 20% até 2020.

 

Tanto o projeto da Câmara quanto o do Senado preveem sistemas de comércio de carbono, nos quais empresas poderiam negociar cotas de emissão, como o que já existe na União Europeia.  

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