Obama recebe Nobel e pede que líderes combatam mudança do clima

Ao receber seu prêmio Nobel da Paz nesta quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu a líderes que enfrentem as mudanças climáticas e alertou para consequências terríveis se o mundo não fizer nada para frear as crescentes emissões de carbono.

AASA CHRISTINE STOLTZ E KARINA LAVIK, REUTERS

10 Dezembro 2009 | 15h58

Obama pretende fechar um acordo para limitar as emissões de gases-estufa em Copenhague, onde cerca de 200 países discutem maneiras de frear as mudanças climáticas.

"O mundo precisa se juntar para enfrentar as mudanças climáticas", disse Obama em seu discurso.

"Há pouca divergência científica sobre i fato de que, se não fizermos nada, enfrentaremos mais seca, fome e desalojamentos em massa que abastecerão mais conflitos por décadas", acrescentou Obama.

Em coletiva de imprensa em Oslo, ele disse que os EUA fizeram muito este ano "para ajudar a avançar as negociações climáticas internacionais de maneira efetiva".

Os EUA são o segundo maior emissor de gases-estufa, atrás apenas da China, e é o único país desenvolvido que não integra o Protocolo de Kyoto para diminuição das emissões de carbono.

Obama se disse também "muito impressionado" com o Fundo Amazônia, criado pelo governo brasileiro para financiar projetos de preservação da floresta e que ajude a evitar emissões causadas pelo desmatamento.

Segundo o Greenpeace, o desmatamento e a queimada de florestas tropicais em todo o mundo respondem por 20 por cento das emissões totais de gases-estufa.

"Este é provavelmente o meio mais barato de enfrentar a questão das mudanças climáticas --montar um corpo efetivo de mecanismos para evitar novos desmatamentos e, quem sabe, plantar novas árvores", disse Obama sobre o programa brasileiro, de acordo com nota do Greenpeace.

No entanto, ativistas climáticos ainda temem que as promessas limitadas de Washington possam inviabilizar um acordo mais duro em Copenhague. Um cartaz perto da Câmara Municipal, onde Obama recebeu seu prêmio, dizia: "Obama, você ganhou isto, agora faça por merecê-lo -- pare as mudanças climáticas!".

"O problema agora é que na verdade os EUA são o impedimento número um ao sucesso destas conversas e que os negociadores dos EUA não estão colocando na mesa a redução de emissões de uma maneira agressiva", disse à Reuters o diretor da campanha mundial do Greenpeace contra aquecimento global, Damon Molgen.

"Esta é uma oportunidade para o sr. Obama produzir uma liderança visionária e apoiar a criar um acordo ambicioso conjunto... Não é a chance de uma foto", afirmou.

"Este é o momento... no qual este vencedor no Nobel da Paz em particular fará seu lugar na história ou perderá seu lugar na história".

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