Obama inspeciona Nova Jersey alagada

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, viajou no domingo para uma alagada Nova Jersey para inspecionar os estragos provocados pelo furacão Irene.

MATT S, REUTERS

04 Setembro 2011 | 16h08

Os rios cheios pelas chuvas recuavam no nordeste, depois que a região sofreu sua pior enchente em décadas. Obama chegou para fazer uma primeira vistoria da resposta ao desastre na cidade operária de Paterson, uma das mais atingidas.

O presidente democrata estava acompanhado do governador de Nova Jersey, Chris Christie, um republicano que tem lutado contra alguns falcões fiscais de seu partido em Washington para receber ajuda federal urgente para a recuperação de seu Estado.

O Irene provocou uma trilha de destruição da Carolina do Norte até Vermont e deixou pelo menos 40 mortes. Os prejuízos econômicos estão estimados em mais de 10 bilhões de dólares.

Nova Jersey foi castigada por enchentes provocadas pela passagem da tempestade, na semana passada, que derrubaram casas, inundaram estradas e pontes e deixaram centenas de milhares de pessoas sem energia elétrica.

Paterson agora precisa de uma faxina depois que o rio Passaic transbordou no centro da cidade de 150 mil habitantes, no último golpe a uma cidade que já foi uma potência industrial, mas que está sofrendo com a recessão.

Obama declarou oficialmente Nova Jersey como zona de desastre na quarta-feira, qualificando o Estado para receber ajuda federal. Ele deve pedir ao Congresso fundos extras para ajudar na recuperação da passagem do Irene, mas a luta orçamentária em Washington - e uma divisão ideológica profunda entre republicanos e democratas sobre o papel do governo - pode complicar essa ajuda.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse que era vital evitar jogos políticos com a resposta à tempestade. "Quando desastres acontecem, os americanos sofrem - não os republicanos, não os democratas, não os independentes - e nos unimos", disse a repórteres que viajavam com Obama.

Eric Cantor, o número 2 republicano na Câmara dos Deputados, disse na semana passada que qualquer nova ajuda contra desastres naturais devem ser compensados com cortes de gastos em outras áreas para evitar aumentar o déficit orçamentário, que segundo estimativas deve alcançar 1,3 trilhão de dólares este ano.

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