Lefteris Pitarakis/AP
Lefteris Pitarakis/AP

Obama e Cameron concordam em BP cumprir obrigações

Presidente dos EUA e primeiro-ministro da Grã-Bretanha se encontraram durante a cúpula do G-20

Reuters

27 Junho 2010 | 04h14

O desastre no Golfo e seu impacto na gigante energética esteve na agenda a primeira reunião frente a frente entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro britânico, James Cameron.

 

Obama criticou duramente a companhia, ainda mais quando sua aprovação nas pesquisas caiu devido à percepção que sua forma de lidar com a crise é muito lenta.

 

Cameron e Obama "acordaram que não se ganha nada ao danificar a BP", disse um funcionário britânico depois da reunião dos líderes durante a cúpula do G8/G20 no Canadá.

 

Ambos também acordaram que a BP deve cumprir com suas obrigações para sanar o derramamento, limpar os seus danos e cobrir os custos de compensação legítimos.

 

 

Tormenta tropical

 

A primeira tormenta nomeada da temporada de furacões do Atlântico, a Alex, representa uma ameaça incerta para o Golfo do México, enquanto são redobrados os esforços para conter o pior derramamento de petróleo da história dos Estados Unidos.

 

A tormenta tropical, que assola o oeste do Caribe com fortes chuvas e ventos, por enquanto não passaria perto do poço danificado da BP Plc, por sua vez próximo a costa da Louisiana.

 

As estimativas oficiais atuais sugerem que estão sendo filtrados entre 35 mil e 60 mil barris de petróleo por dia do poço. A BP recolheu mais de 24 mil barris na sexta-feira, 25, e cerca de 11.640 barris de cru na primeira metade de sábado, 26, estimou a companhia.

 

Mas os avanços poderiam cair por terra se Alex, ou uma tormenta posterior, chegasse bem perto do lugar da filtragem.

 

O almirante da Guarda Costeira Thad Allen disse que a BP poderia ver-se obrigada levar embora o pessoal das barcas e os que trabalham para conter o derramamento se uma tormenta com ventos a 62 quilômetros por hora ou mais, se encontrasse a cinco dias do lugar da filtragem. Isso obrigaria a deixar o poço novamente fluindo fora de controle.

 

Por enquanto, Alex não representa tal risco - uma rara boa notícia para um desastre sem precedentes que já leva 69 dias.

 

Na noite de sábado, 26, Alex tinha ventos máximos sustentados de 140 km/h com rompantes superiores, e se encontrava a cerca de 48 km ao sudeste da Cidade de Belize, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.

 

 

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