Obama diz que política energética será prioridade no ano que vem

Ele diz que vai investir politicamente para que o País tenha uma política energética condizente com a realidade atual

Reuters

28 de setembro de 2010 | 17h42

O Presidente Barack Obama disse que a renovação da política de energia norte-americana será uma prioridade no ano que vem. Obama afirmou que ela deve ser feita aos poucos ao invés de se realizar por meio de uma única lei, de acordo com entrevista publicada pela revista Rolling Stone. O presidente lamentou que não tenham sido feitos mais progressos para lutar contra as mudanças climáticas

desde que assumiu a Casa Branca e culpou a economia pela falha.

 

"Uma das minhas maiores prioridades no próximo ano á ter uma política energática que consiga visar todas as facetas de nossa imensa dependência de combustíveis fósseis", disse ele à revista. "Nós provavelmente vamos acabar fazendo isso em estapas em oposição à uma legislação abrangente. Mas vamos ter de insistir na questão porque é bom para a economia, bom para a segurança nacional e bom para nosso meio ambiente." 

A mudança climática foi uma das maiores prioridades quando ele assumiu, em 2009, mas ficou em segundo plano diante da urgência de reforma na área de saúde.

O parlamento americano passou o recado de que iria solicitar uma redução de 17% até 2020 nas emissões de gases causadores do efeito estufa (comparada aos níveis de 2005) - uma meta que a administração Obama levou para a Conferência do CLima, em Copenhague, em 2009.

Mas o Senado não endossou a proposta. "Durante os últimos dois anos nós não fizemos tantos progressos quanto eu gostaria de ter feito desde que tomei posse. É difícil fazer progressos nessas questões em meio a uma enorme crise econômica", disse Obama.

  

Perguntado se pretendia jogar todas as suas fichas na política energética - da mesma forma que fez com a reformulação do sistema de saúde - Obama disse: "Sim. Não apenas pretendo, mas estou comprometido com a meta de assegurar que tenhamos uma política energética que faça sentido para o nosso país e que nos ajude a crescer ao mesmo tempo em que tentamnos lidar seriamento com o problema das mudanças climáticas". 

 

Isso pode ser complicado em tempos de eleições para o legislativo. Os Republicanos devem conseguir o controle sobre uma das duas Casas do Congresso. Com os Republicanos no poder - ou mesmo com pequena margem de maioria dos Democratas - o presidente terá mais trabalho para passar suas prioridades políticas.

 

As mudanças climáticas são uma questão chave entre os eleitores mais jovens. 

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