Obama diz que desapontamento em Copenhague é justificável

O presidente norte-americano, Barack Obama, disse na noite de quarta-feira que o desapontamento com o resultado da conferência sobre mudanças climáticas de Copenhague era justificável, endurecendo o veredicto de que a conferência foi um fracasso.

ALISTER BULL E TABASSUM ZAKARIA, REUTERS

24 Dezembro 2009 | 14h22

"Acho que é justificável que as pessoas estejam desapontadas com o resultado de Copenhague", disse ele em entrevista ao noticiário norte-americano PBS Newshour.

"O que eu disse essencialmente era que mais do que ver um colapso total em Copenhague, em que nada foi feito e teria sido um grande passo para trás, pelo menos nós mantivemos, de certa forma, nossos pés no chão e não houve muito retrocesso de onde estávamos".

A Suécia rotulou o acordo que Obama ajudou a intermediar como um desastre para o meio ambiente, o primeiro-ministro Gordon Brown disse que a cúpula era "no mínimo imperfeita e na pior visão, caótica" e defensores do clima foram ainda mais severos em suas críticas.

As negociações estabeleceram um mínimo necessário de acordos que estiveram muito abaixo das metas originais para reduzir as emissões de gases-estufa e frear o aquecimento global, depois que longos diálogos foram incapazes de superar diferenças entre as nações ricas e as economias em desenvolvimento.

Alguns apontaram particularmente a China como grande responsável. Obama não culpou ninguém, mas disse que a delegação chinesa estava "se ausentando das negociações" diante de sua intervenção pessoal.

O presidente dos Estados Unidos produziu um acordo com a China, Índia, Brasil e África do Sul nas últimas horas da conferência após se reunir com os líderes dos quatro países.

"Pudemos ao menos concordar em metas não juridicamente vinculantes para todos os países --não apenas os Estados Unidos, não apenas a Europa, mas também para a China e a Índia, que, projetando para o futuro, serão os maiores emissores (de carbono) do mundo", observou.

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