Obama: 'dificuldade não é desculpa' para impasse sobre clima

'EUA fizeram mais para promover energia limpa nos últimos 8 meses que em qualquer outro momento da história'

Efe,

22 Setembro 2009 | 12h26

Em seu discurso na ONU, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu a todos os países que cheguem a um acordo sobre o corte nas emissões de gases poluentes. Em Nova York, onde acontece a cúpula sobre mudança climática convocada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, Obama disse ainda que "a dificuldade não é desculpa para a complacência".

 

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Os EUA "estão decididos a atuar e cumpriremos as responsabilidades que temos para com as futuras gerações", acrescentou o presidente americano. Obama também disse que os EUA "fizeram mais para promover uma energia limpa nos últimos oito meses que em qualquer outro momento de sua história".

 

Cerca de cem líderes mundiais participam da cúpula convocada por Ban, que busca aproximar as posições dos diferentes países em relação ao acordo contra a mudança climática que será votado em dezembro, numa reunião em Copenhague, na Dinamarca.

 

Obama admitiu que conseguir um acordo "não será fácil", pois o mundo vive uma recessão global e a principal prioridade é a recuperação econômica. No entanto, ressaltou ele, "a dificuldade não é desculpa para a complacência, o desconforto não é desculpa para não se fazer nada".

 

"O tempo é limitado" para o combate à mudança climática, acrescentou Obama, que lembrou que todos os países devem tomar medidas, já que "nenhum conseguirá escapar do impacto" das alterações no clima.

 

"Devemos aproveitar a oportunidade de fazer de Copenhague um passo adiante significativo na luta mundial contra a mudança climática", ressaltou.

 

Segundo Obama, os países desenvolvidos liderarão este processo investindo em energias renováveis, promovendo o uso eficiente de energia e reduzindo a emissão de gases poluentes.

 

Mas os países em desenvolvimento, responsáveis por "praticamente todo o crescimento nas emissões de carbono, também devem dar sua contribuição".

 

"(Essas nações) terão que se comprometer em adotar medidas mais firmes em seu território e aceitar respeitar seus compromissos, como também devem fazer os países desenvolvidos", opinou Obama.

 

"Não poderemos resolver este desafio a menos que os principais emissores dos gases causadores do efeito estufa atuem em uníssono. Não há outro modo", frisou.

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