Obama chega ao Golfo do México; BP informa progresso em 'top kill'

Obama visitou a costa do Estado da Louisiana, onde o óleo já atinge áreas banhadas e mangues

Reuters

28 Maio 2010 | 14h26

O presidente Obama pega bola de petróleo em praia da Lousiana. Evan Vucci/AP

 

A British Petroleum (BP) informou nesta sexta-feira, 28, progresso na operação para tampar o poço que está vazando petróleo para o Golfo do México, ao mesmo tempo em que o presidente Barack Obama chegava para sua segunda visita à região atingida, numa tentativa de mostrar liderança no combate ao pior derramamento de óleo da história americana.

 

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Obama visitou a costa do Estado da Louisiana, onde o óleo já atinge áreas banhadas, mangues e forçou uma interrupção nas atividades da indústria pesqueira e onde várias comunidades ainda tentam se recuperar do desastre causado pelo furacão Katrina em 2005.

 

O principal executivo da BP, Tony Hayward, disse que o procedimento conhecido como "top kill", no qual lodo pesado é bombeado no poço para se contrapor à subida do petróleo, está mostrando sinais de sucesso no estrangulamento do vazamento que já lançou milhões de litros de óleo no mar.

 

Mas o sucesso definitivo da operação, nunca antes tentada à profundidade de 1,5 km, ainda é incerto e podem se passar mais 48 horas antes que haja um diagnóstico final, disse ele.

 

"Não sabemos se seremos capazes de sobrepujar o poço", disse ele ao programa Today, da TV NBC. 

Hayward disse que os engenheiros da BP injetaram uma "dose de lixo" de materiais mais densos, como fragmentos de borracha, no poço. Mais tarde, nesta sexta, eles vão bom,bear mais lodo. "Temos algumas indicações de um bloqueio parcial, o que é boa notícia", disse ele à CNN.

 

A viagem desta sexta-feira é a segunda de Obama à região atingida nas cinco semanas desde que a plataforma de exploração de petróleo Deepwater Horizon explodiu, matando 11 pessoas e iniciando o vazamento no mar.

 

O giro acontece um dia depois de o presidente ter prometido "consertar isso", numa reação à crescente onda de críticas à reação do governo diante do desastre ambiental.

 

O vazamento poderá se transformar um ponto fraco para Obama nas eleições de novembro para a composição do Congresso.

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