Obama apresenta estratégia para estimular biocombustível

Meta atual dos Estados Unidos é chegar a produzir 136 bilhões de litros de biocombustível até 2022

Reuters,

03 Fevereiro 2010 | 17h29

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, delineou uma estratégia para aumentar a produção de biocombustível, numa tentativa de pôr o país na rota da independência energética e, ao mesmo tempo, equilibrar o custo ambiental de combustíveis baseados em cereais.

 

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A ação é parte de do esforço do governo para angariar votos para um projeto de lei sobre mudança climática que se encontra no Senado e tem como objetivo estimular a produção de uma fonte de energia de baixa emissão de carbono e ajudar o país a reduzir sua dependência de combustíveis fósseis importados.

 

A lei climática enfrenta novos obstáculos, depois que o Estado de Massachusetts elegeu um político de oposição para o Senado, privando o presidente da maioria qualificada que permitiria evitar obstruções e outras manobras regimentais.

 

A estratégia de biocombustível, que também busca reduzir o desemprego, está descrita num relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho Interagências para Biocombustível, um órgão que o presidente estabeleceu para ajudar a estimular investimentos na área e melhorar a qualidade ambiental da indústria.

 

O objetivo é pôr o país no caminho de cumprir a meta de produzir 136 bilhões de litros de biocombustível até 2022.

 

"Trata-se de uma meta substancial, mas uma que os EUA podem atingir ou superar. No entanto, a performance histórica e o comportamento normal do mercado não nos levarão a ela", diz o relatório.

Os EUA estão muito distantes da meta agora, com uma produção de apenas 45 bilhões de litros ao ano, em sua maior parte etanol de milho.

 

O relatório oferece soluções para eliminar as dificuldades enfrentadas, por exemplo, no transporte do etanol do Meio Oeste para o litoral.

 

Entre as dificuldades está a demora dos postos de combustível em adotar bombas para fornecer um combustível que seja majoritariamente etanol, o chamado E85, e a falta de oleodutos para biocombustíveis.

 

O apoio oficial ao etanol poderá aumentar o respaldo político de Obama nos Estados onde a plantações de milho, já que o biocombustível leva a um aumento da demanda pelo grão.

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