OAB propõe tribunal internacional para salvar Amazônia

Segundo nota, a entidade pretende promover ainda um grande encontro para discutir as questões da Amazônia

Neri Vitor Eich, de O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2008 | 12h56

A criação de um "Tribunal Internacional da Amazônia" com participação de todos os países amazônicos é a proposta do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, para combater o desmatamento na. "Permitir que a Amazônia seja arrasada como vem acontecendo a passos largos é cometer um crime contra a humanidade", afirma Brito, de acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa da OAB. Veja Também:   Vídeo: Agricultura e pecuária não são causas  Marina: bancos não financiarão ação com desmatamento PF reforça efetivo na Amazônia com mais 800 agentes CPI do Desmatamento será prioridade na Câmara dos Deputados Taxa mensal de desmatamento na Amazônia disparou em 2007 Lula convoca reunião de emergência sobre Amazônia Acompanhe a evolução do desmatamento  Ainda há tempo para salvar a Amazônia?   A nota informa que o Conselho Federal da entidade representativa dos advogados pretende promover ainda neste ano um grande encontro para discutir as questões da Amazônia e a criação do tribunal internacional, em busca de "soluções definitivas para que este patrimônio do Brasil e da humanidade não desapareça." O tribunal internacional, segundo Britto, serviria para pressionar os países da região para que adotem políticas públicas de preservação. A idéia, de acordo com os assessores da OAB, é a de criação de um tribunal permanente.     Na quinta, o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, anunciou, em entrevista no Palácio do Planalto, ao lado da ministra Marina Silva, que nos 36 municípios da Amazônia com maiores índices de desmatamento estão proibidas emissões de novas autorizações de derrubada da mata, e que o embargo de propriedades em que ocorreram desmatamentos ilegais será obrigatório.     Segundo o secretário, nos últimos três anos, houve redução de 59% no desmatamento.   Apesar do desmatamento "nunca visto" registrado em novembro e dezembro do ano passado, ele assegurou que "não está havendo aumento de desmatamento na Amazônia, isso não aconteceu".    Ele assegurou que o desmatamento recorde de novembro e dezembro é "localizado" e que o sistema de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) permite o acompanhamento em tempo real justamente para verificar esses episódios e "impedir que tendências isoladas permaneçam".

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