NY proíbe que lojas usem ar-condicionado com portas abertas

Medida é 'esforço para conservar energia, reduzir os picos de demanda e limitar a poluição atmosférica'

Efe

14 Agosto 2008 | 20h46

O conselho da cidade de Nova York aprovou hoje uma lei que proíbe as lojas de usarem o ar-condicionado com as portas abertas, em "um esforço para conservar energia, reduzir os picos de demanda durante os períodos quentes e limitar a poluição atmosférica". A lei foi aprovada por 41 votos a favor e 8 contra, explicou à Agência Efe uma porta-voz do conselho municipal. Esta lei será aplicada em todos os shoppings e lojas no varejo, mas ficarão excluídas as lojas com menos de 372 metros quadrados, a não ser que façam parte de uma cadeia varejista que tenha cinco ou mais lojas em Nova York. Aqueles estabelecimentos que violarem a lei municipal receberão uma advertência escrita pela primeira violação, uma multa de US$ 200 pela segunda e de US$ 400 pela terceira e sucessivas violações dentro de um período de 18 meses, detalhou o conselho de Nova York em comunicado de imprensa. A Autoridade Energética de Long Island (Nova York) calcula que as lojas que têm as portas abertas gastam entre 20% e 25% do ar-condicionado que utilizam. Há exatamente cinco anos atrás, uma falha elétrica no estado de Ohio provocou um efeito dominó que se estendeu pelo nordeste dos Estados Unidos e sudeste do Canadá, o que ocasionou o maior blecaute da história do país, já que em alguns lugares durou quase quatro dias e deixou 50 milhões de pessoas às escuras. Aquele blecaute provocou em Nova York perdas milionárias e agravou a crise econômica que a cidade enfrentava como conseqüência dos atentados de 11 de setembro de 2001. O corte de eletricidade devolveu à memória dos nova-iorquinos o caos vivido durante os ataques, com milhares de pessoas nas ruas que tentavam sair de Manhattan para chegar às suas casas, o transporte público imobilizado e os acessos aos túneis fechados. Além disso, com o blecaute, foi interrompido o sistema de telefonia fixa e celular e os altos edifícios de Manhattan ficaram sem elevadores, sem ar-condicionado e muitos sem água potável.

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