Novo plano de estudo de baleias lança desafio ao Japão

Estudo não letal traria os mesmos resultados que programa japones que mata mil baleias por ano

AP

10 Setembro 2008 | 16h52

Aliados contra a caça de baleias na Austrália e Nova Zelândia anunciaram nesta quarta-feira, 10, um plano para um programa não letal de pesquisa de baleias na Antártida, que os conservacionistas dizem que vai desafiar o programa japonês que mata mil baleias por ano.   Os vizinhos do Pacífico Sul disseram que irão ser sede de uma reunião internacional de cientistas envolvidos nesse tipo de pesquisa em fevereiro, para elaborar um rascunho de uma proposta de pesquisa de cinco anos antes de submeter o plano à Comissão Baleeira Internacional, no meio do ano.   Espera-se que o programa seja iniciado no final de 2009 - na época em que o Japão envia sua frota de caça à baleia às águas geladas do sul.   A Austrália e a Nova Zelândia "estão tentando aumentar o comprometimento global com a pesquisa não letal para que a recuperação das populações de baleias seja melhor manejada", disse o ministro do Meio Ambiente australiano Peter Garrett, após se reunir com o ministro neozelandês Steve Chadwick.   O diretora executiva do Greenpeace Nova Zelândia, Bunny McDairmid, disse que a proposta seria "um sério desafio" ao suposto programa científico japonês, que mata baleias e oferece poucos resultados há 20 anos.   "Há ciência séria nessa proposta", ela disse. "A maior parte dos resultados científicos que o Japão está recolhendo poderia ser conseguido sem matar as baleias", acrescentou.

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