Novo órgão da ONU vai pôr preço nos 'serviços prestados' pelo planeta Terra

Objetivo é oferecer aos países uma estimativa do valor econômico de 'serviços naturais' como a polinização

REUTERS

15 Julho 2010 | 13h37

A humanidade depende de uma série de serviços que a natureza oferece - a filtragem da água pelas florestas, a polinização das lavouras pelos insetos e os genes das plantas que produzem alimentos e remédios. Se a natureza cobrasse por tudo isso, quanto custaria?

 

A maior parte desse valor é excluído dos cálculos econômicos e dos preços que forçariam governos e empresas a prestar atenção nele, e o resultado tem sido uma tendência de reforçar o desenvolvimento e de menosprezar a conservação.

 

Países da ONU propuseram um novo organismo, a Plataforma Intergovernamental de Ciência e Política para Serviços de Biodiversidade e Ecossistema, ou IPBES, para ajudar a pôr "preço" nas metas de conservação.

 

Uma primeira prioridade deve ser a medição, disse Pavan Sukhdev, líder da iniciativa Economia do Ecossistema e da Biodiversidade, que lançou um relatório nesta semana. "Um país dizer 'vamos aumentar a biodoversidade'  é difícil porque não existe medida de biodiversidade", disse ele.

 

"Este é um grande desafio para o IPBES, criar o conjunto certo de métricas. A sequência lógica é primeiro definir o que é biodiversidade, o que você está medindo, chegar a um acordo sobre isso, para que os países façam isso da mesma forma".

 

A Assembleia Geral da ONU deve apoiar oficialmente a criação do PBES ainda neste ano.

 

O dano ao capital natural, incluindo florestas, áreas banhadas e savanas é avaliado em algo entre US$ 2 trilhões e US$ 4,5 trilhões anuais, um fator que não aparece nos cálculos do PIB mundial.

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