Novo incêndio eclode no reator 4 da usina nuclear de Fukushima

Fogo começou na carcaça externa do vaso de contenção do reator nº 4 no complexo nuclear de Fukushima Dai-ichi

AP

15 de março de 2011 | 20h26

Um novo incêndio eclodiu em um reator nuclear nas primeiras horas desta quarta-feira, um dia depois da usina emitir uma explosão de radiação que deixou em pânico um Japão já fragilizado. As autoridades lutam para conter uma crise em espiral causada pelo terremoto e o tsunami da semana passada.

O último incêndio começou na carcaça externa do vaso de contenção do reator nº 4 no complexo nuclear de Fukushima Dai-ichi, afirmou Hajimi Motujuku, um porta-voz da operadora da usina, a Tokyo Electric Power Co. A agência de segurança nuclear do país também confirmou o incêndio, cuja causa não é ainda conhecida.

Na terça-feira, um incêndio foi deflagrado no mesmo de tanque de armazenamento de combustível do reator - uma área onde o combustível nuclear utilizado é mantido resfriado - levando a um vazamento de radioatividade para a atmosfera.

Os níveis de radiação nas áreas do entorno da usina, que haviam subido muito na terça-feira à tarde, pareciam ter declinado no início da noite, disseram as fontes oficiais.

Os problemas aconteceram em cascata na terça-feira na fábrica Dai-ichi, onde já haviam sido registradas explosões em dois reatores desde as catástrofes sexta-feira. Uma explosão em um terceiro reator abriu um buraco de 8 metros no edifício e, segundo especialistas, danificou um tanque abaixo do reator, embora tenha poupado o núcleo. Três horas depois, aconteceu um incêndio em um quarto reator, que havia sido desligado para manutenção.

Dependendo da gravidade da explosão no reator 2, os especialistas dizem que mais material radioativo pode escapar. Se a água no tanque de armazenamento da Unidade 4 ferver, as barras de combustível podem ser expostas, causando um vazamento de radiação mais virulento.

Especialistas observaram que a maior parte do vazamento de radiação foi aparentemente por meio de vapor a partir da ebulição da água. Antes da última explosão, os níveis de radiação que sugeriam que a situação poderia se estabilizar.

O porta-voz do governo, Yukio Edano, afirmou que o vazamanto de radiação afetou potencialmente a saúde pública. Mas as autoridades e os experts disseram que o risco para o publico diminui quanto mais distante este estiver da usina. Em sua fazer mais intensa, o vazamanto mandou para a atmostera, em uma hora, 400 vezes a quantidade que uma pessoa normalmente recebe em um ano.

 

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