Nova York retoma atividades depois do furacão

A cidade de Nova York está retomando suas atividades nesta segunda-feira, depois da passagem do furacão Irene, mas centenas de milhares de pessoas que normalmente se deslocam para as áreas centrais estavam encontrando dificuldades porque inundações prejudicaram algumas vias de transporte.

EDITH HONAN E CLAUDIA PARSONS, REUTERS

29 Agosto 2011 | 11h58

Mais ao norte, o furacão Irene, que no domingo passou à categoria de tempestade tropical, causou a maior enchente do Estado de Vermont desde 1927. Também provocou muita chuva em Nova Jersey e outros Estados, no seu percurso em direção ao Canadá.

A tempestade causou a morte de pelo menos 21 pessoas nos Estados Unidos e interrompeu o fornecimento de energia elétrica para 5 milhões de casas e estabelecimentos.

O mercado financeiro abriu normalmente nesta segunda-feira, mas a previsão é de redução no volume de negócios.

O metrô e as companhias aéreas nos grandes aeroportos de Nova York retomaram lentamente as operações, mas o serviço de trens desde o norte da cidade e de Nova Jersey está paralisado por tempo indeterminado por causa de água e destroços nos trilhos.

Paul Orlando, 45, que trabalha num banco privado, disse ter saído duas horas mais cedo de casa, no bairro de Queens.

"O website do departamento de trânsito tinha uma informação, o noticiário trazia outra e o hotline, uma outra", afirmou Orlando. "Peguei o trem, Foi muito tranqüilo. Não houve problemas."

VERMONT, NOVA YORK E NOVA JERSEY

O Estado de Nova Jersey e o rural Vermont foram especialmente afetados por inundações. Ambos foram alagados pelas fortes chuvas depois que um verão mais úmido do que o normal deixou o solo ensopado. Os rios transbordaram antes mesmo de a tempestade ter atingido seu máximo

Os 8,5 milhões de moradores de Nova York não estão acostumados com furacões, mas as autoridades tomaram medidas sem precedentes para preparar a população, incluindo a retirada obrigatória dos residentes nas áreas mais baixas e o fechamento total do sistema de transporte em massa. Isso terá um grande impacto na economia.

Este foi um ano em que os EUA mais tiveram variações extremas do tempo em sua história. A estimativa até o momento é de perdas de 35 bilhões de dólares com enchentes, tornados e ondas de calor.

(Reportagem de Basil Katz, Edith Honan, Clare Baldwink, Ryan Vlastelica, Angela Moon, Ben Berkowitz em Nova York)

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