Noruega quer bater metas de Kyoto

Primeiro Ministro diz que reduzir o desmatamento é o caminho mais rápido e barato para reduzir emissões

Reuters

01 Outubro 2010 | 20h40

A Noruega é a favor de mais ações de cooperação internacional para frear o desflorestamento em nações em desenvolvimento, pois entende que esta é a maneira mais rápida e barata de lutar contra o aquecimento global, disse o Primeiro Ministro Jen Stoltenberg, cujo partido ganhou novamente as eleições recentemente.

 

Ele também disse à Reuters que a Noruega, a quinta exportadora de petróleo no mundo, estava tentando ultrapassar sua meta de corte de emissões até 2012 sob as regras do Protocolo de Kyoto.

 

A Noruega prometeu mais dinheiro que qualquer outra nação para preservar as florestas nos países em desenvolvimento, com orçamento de US$ 1 bilhão entre 2010 e 2012. As florestas absorvem dióxido de carbono enquanto crescem, e o liberam quando são quimadas ou cortadas.

 

"Reduzir o desmatamento é o caminho mais rápido e barato para reduzir emissões", disse ele.  "É por isso que a Noruega está se adiantando e sendo tão proativa."

 

Ele afirmou que as nações desenvolvidas prometeram um total de US$ 4 nilhões para salvaguardar florestas em um encontro na Noruega em Maio. Outras nações, incluindo os EUA, o Japão, o Canadá e a Austrália prometeram dinheiro.

 

"Quando se trata de florestas, algo está acontecendo. Há progresso, estamos vendo que o desmatamento está sendo reduzido. Esperamos ver ainda mais redução." 

 

Os principais projetos estão no Brasil, Indonésia e Guyana. As Nações Unidas estimam que o desmatamento responde por mais de um quinto da emissão de gases causadores de efeito estufa derivada de ações humanas, seguida da queima de combustíveis fósseis.

 

"No Brasil, o desmatamento foi drasticamente reduzido. Parcialmente por conta de decisões políticas e do apoio internacional. Mas muito por causa da iniciativa dos próprios brasileiros", disse ele.

   

A Noruega e a França fizeram esforços para estabelecer parâmetros para dispor recursos destinados a salvar as florestas, embora algumas questões acerca de monitoramento e fraude ainda persistam.

 

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