No Paraná, centenas de peixes morrem em baía

Laudo sobre a causa da mortandade deve ser divulgado nesta terça-feira

Evandro Fadel, O Estado de S. Paulo

04 Janeiro 2011 | 12h50

Centenas de peixes estão aparecendo mortos na Baía de Paranaguá desde a última quinta-feira, sem que o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) saiba até agora a causa da mortandade. Um laudo que está sendo preparado pelo Centro de Estudos do Mar (CEM), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e deve ser divulgado hoje. A direção do IAP somente deve se pronunciar após saber se a causa é natural ou fruto de vazamento de algum produto tóxico.

 

Para evitar problemas à população, a Secretaria de Saúde de Paranaguá recomendou que não se consuma peixe na região.

 

A maioria dos peixes mortos apareceu nas proximidades do Porto de Paranaguá e da Ilha do Amparo. Ontem, os pescadores já demonstravam preocupação com a possibilidade de suspensão da pesca na região. "Estou muito preocupado, porque tem muitos que só vivem disso", disse o presidente da Federação das Colônias de Pescadores de Paranaguá, Edemir Manoel Ferreira.

 

Segundo ele, a maioria dos peixes são sardinha e bagre, animais que vivem em águas profundas. "Deve ser algum produto químico", opinou. De acordo com Ferreira, muitos peixes ainda estão parados sobre a água, exalando cheiro muito forte nas comunidades. Ele não soube estimar o volume de animais mortos, mas disse que em apenas uma comunidade foram enterradas entre 15 e 20 toneladas.

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