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Diferente de pequenos salões de beleza, a Barbearia Barão ostenta ares de modernidade Google Street View

No interior de SP, barbearia ligada a garimpo ilegal movimentou R$ 12,7 milhões em 11 meses

Investigação da Polícia Federal aponta que estabelecimento era usado para lavar dinheiro de organização criminosa que explora ouro em terra indígena do Pará

André Borges, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2021 | 05h00

BRASÍLIA - Quem passa pela estreita rua Barão de Cascalho, 513, no centro de Limeira, no interior de São Paulo, se depara com uma moderna barbearia de dois andares. Diferente de pequenos salões de beleza, a Barbearia Barão ostenta ares de modernidade, com seus tijolinhos à vista e portas pretas. Por mais que sucesso que o negócio faça, porém, nada justifica o volume milionário de dinheiro que o salão movimentou em poucos meses. Seria preciso cortar o cabelo não só dos 308 mil habitantes de Limeira, mas de todo o Estado de São Paulo para justificar as contas.

Ocorre que, enquanto clientes cortavam cabelo no salão da barbearia, no andar de cima funcionava mais um braço da organização criminosa de exploração do ouro no Pará, usado para lavar dinheiro. Em apenas 11 meses, entre julho de 2018 e maio de 2019, foram R$ 12,753 milhões em movimentação financeira, o equivalente a R$ 1,150 milhão por mês.

As investigações da Polícia Federal mostram que o dono da barbearia, Thiago Tenorio Simonelli, praticamente não saia dos caixas automáticos para depositar dinheiro. Foram 779 depósitos só no período de 11 meses, o que equivale a mais de dois depósitos realizados todos os dias, em média, sem deixar passar nenhum em branco.

Simonelli não atuava sozinho. Tinha ajuda de sua companheira, a investigada Luciene Honorato. Dados levantados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostram que ambos realizavam grandes transações, sempre relacionadas a compra e venda de metais preciosos. Para a empresa Mineradora Carajás, por exemplo, foram repassados R$ 1,234 milhão em 11 meses.

O garimpeiro Francisco Edilson Santiago, apontado como explorador, comprador e vendedor de ouro da terra indígena Kaiapó, no sul do Pará, recebeu outros R$ 175 mil do dono da barbearia. Santiago não tem vínculo trabalhista, nem é sócio de qualquer empresa, mas é proprietário e operador de um avião Cessna e operador de outra aeronave. As investigações apontam que, além de ser garimpeiro, Santiago atua como “laranja” ou “testa de ferro” no esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de bens. Ele já foi preso e condenado por roubo de uma moto, com uso de arma de fogo.

“Não existe relação comercial legal que justifique estas transações bancárias. Não há motivo aparente que fundamente que uma barbearia receba tantos valores que advindos do varejo de bijuterias”, afirma o relatório da PF. “Pode-se concluir que a Barbearia Barão, na pessoa de seu responsável, Thiago Tenorio, faz parte desta organização criminosa. Não há razão pra uma pequena barbearia movimentar aproximadamente R$ 12 milhões.”

A Cooperativa de Garimpeiros de Ourilandia e Região (Cooperouri) não se manifestou até o fechamento deste texto. A reportagem não conseguiu contato com a empresa CHM do Brasil. A italiana Chimet SPA foi acionada, mas não se manifestou até esta publicação.

A reportagem não conseguiu contato com os investigados Thiago Tenorio Simonelli, Luciene Honorato, Francisco Edilson Santiago, Arlan Monteiro de Almeida, Hailton Monteiro de Almeida, Gustavo Machado Seixas, Sidney Soares Gomes Brito, Marcus Vinicius Alvarez Guimaraes, Patricia Ferreira Soffa, Douglas Alves de Morais, Fabio Monteiro da Silva, Giacomo Dogi, Walterly Guedes Pereira dos Santos, Vergelina Pereira dos Santos e Andre Felipe Picone Rosa. 

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Organização criminosa extraiu toneladas de ouro em terra indígena no sul do Pará

Da extração em área protegida à exportação ilegal para Europa, esquema que foi alvo da PF envolvia dezenas de empresas, cooperativas, funcionários fantasmas e até barbearia no interior paulista para lavar dinheiro

André Borges, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2021 | 05h00

Toneladas de ouro retiradas do subsolo da terra indígena Kaiapó, no sul do Pará, movimentaram, por anos, uma complexa organização criminosa que dominava toda a cadeia do negócio ilegal, desde a abertura e exploração dos garimpos, até os esquemas de lavagem do dinheiro e a venda do produto no Brasil e no exterior. A rede envolvia dezenas de empresas ligadas ao comércio de metais, cooperativas de ouro, dezenas de funcionários fantasmas e empresas sem qualquer relação com o setor, como uma barbearia da cidade de Limeira, no interior de São Paulo, que lavou mais de R$ 12 milhões do garimpo ilegal em apenas 11 meses.

O Estadão teve acesso exclusivo ao relatório da Polícia Federal que embasou a Operação Terra Desolata. Deflagrada em 27 de outubro, a ação que contou com cerca de 200 policiais cumpriu 62 mandados de busca e apreensão, além de 12 mandados de prisão preventiva em dez unidades da federação: Pará, Amazonas, Goiás, Roraima, São Paulo, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia e Distrito Federal. A Justiça Federal determinou o bloqueio e indisponibilidade de valores que chegam a R$ 500 milhões em contas dos investigados. Cinco aeronaves foram apreendidas. A atividade econômica de 12 empresas foi suspensa e houve bloqueio de imóveis de 47 pessoas físicas e jurídicas.

O Estadão tentou contato com todos os citados na reportagem. Eles estão cumprindo prisão preventiva. Foram procurados, portanto, os advogados, que também não foram encontrados ou não se manifestaram.

O relatório, que aponta a retirada ilegal de aproximadamente uma tonelada de ouro por ano de terras indígenas do sul do Pará, revela, em detalhes, a audácia de membros da quadrilha. Em diversas ocasiões, eles não se mostraram preocupados em exibir nas redes sociais seus artigos de luxo, como helicópteros e carros importados, além de máquinas escavadeiras de grande porte e barras de ouro sobre a mesa.

Entre todos os investigados, se destaca a atuação dos irmãos Arlan Monteiro de Almeida e Hailton Monteiro de Almeida, que estão entre os que tiveram a prisão preventiva decretada. Conhecidos como os “irmãos leiterinhos”, ambos têm como atividade econômica principal a extração ilegal de ouro em terras indígenas. A estimativa é de que, só da terra indígena Kayapó, onde fica a base operacional da família, os irmãos leiterinhos vinham extraindo nada menos que 18 quilos de ouro por mês. Equivale a um faturamento mensal de aproximadamente R$ 5,4 milhões com a atividade ilegal.

O relatório da PF afirma que ambos têm o crime como meio de vida. Arlan já é réu em processo criminal na 9ª Vara Federal Ambiental e Agrária do Pará e chegou a ser preso em 2020 pela própria PF em Redenção (PA). Antes da operação, estava em liberdade provisória. Com seu irmão Hailton, já respondeu por furto contra Caixa Econômica, em processo envolvendo fraudes bancárias.

Hailton Almeida não tem vínculo empregatício, nem é sócio ou administrador de qualquer empresa. Nas redes sociais, porém, exibe veículos de luxo, aeronaves, máquinas do tipo escavadeiras hidráulicas e até mesmo barras de ouro. Fora das publicações digitais, a atuação dos irmãos vinha buscando formas de proteger da fiscalização. As investigações apontam que máquinas carregadeiras hidráulicas da família começaram a ser envelopadas com camuflagem estilo militar, para dificultar a localização que é feita com uso de equipamentos como os veículos aéreos não tripulados (Vant) e por helicópteros.

Cooperativa era usada para dar aparência de legalidade

As investigações da PF, que tiveram início em 2020, apontaram que a organização criminosa atuava em três níveis distintos, a extração, o comércio (por intermediários) e a exportação do ouro ilegalmente extraído. A extração do ouro é realizada de vários garimpos da região Sul do Pará, inclusive em terras indígenas.

Na ponta do processo estão várias pessoas como os irmãos Almeida, que lidam diretamente com a extração ilegal. Além desses, a PF aponta a participação de garimpeiros como Gustavo Seixas, Sidney Soares, Marcus Vinicius Alvares, Walterly Guedes e da cooperativa Cooperouri. Esses garimpeiros, segundo a investigação, vendiam o ouro a atravessadores – pessoas ou empresas –localizados próximo à região do garimpo. Paralelamente, faziam também transação comercial diretamente com a CHM do Brasil, empresa sediada em Goiânia que exportava o material para a Itália.

Para dar aparência de legalidade, algumas operações ocorriam por meio da Cooperouri, que tem permissão de lavra garimpeira (PLG). Esta, porém, fazia compra de ouro de garimpeiros não cooperados e explorava áreas fora de sua concessão.

“Não se tem dúvidas quanto à associação dos envolvidos em torno de uma extensa e complexa organização criminosa voltada para a prática de crimes ambientais, com foco especial na lavagem de dinheiro decorrente dos lucros obtidos com os crimes anteriores perpetrados, mediante a clara e imprescindível divisão de tarefas”, conclui o relatório da PF. “A prisão destes seria a única forma de interromper ou diminuir a atuação da organização criminosa, levando-se em consideração, ainda, a comoção social que o caso requer e a própria credibilidade da Justiça ante a gravidade dos crimes apontados.”

Suspeitos podem responder por usurpar bens da União e lavagem de dinheiro

Os investigados poderão responder por crimes de usurpação de bens da União, integração de organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de penas previstas pela Lei de Crimes Ambientais. 

A Cooperativa de Garimpeiros de Ourilandia e Região (Cooperouri) não se manifestou até o fechamento deste texto. A reportagem não conseguiu contato com a empresa CHM do Brasil. A italiana Chimet SPA foi acionada, mas não se manifestou até esta publicação. 

A reportagem não conseguiu contato com os investigados Arlan Monteiro de Almeida, Hailton Monteiro de Almeida, Gustavo Machado Seixas, Sidney Soares Gomes Brito, Marcus Vinicius Alvarez Guimaraes, Patricia Ferreira Soffa, Douglas Alves de Morais, Fabio Monteiro da Silva, Giacomo Dogi, Walterly Guedes Pereira dos Santos, Vergelina Pereira dos Santos e Andre Felipe Picone Rosa.

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Pai e filho italianos compraram cerca de uma tonelada de ouro de terra indígena

Polícia Federal investiga ação de organização criminosa envolvida em garimpo ilegal; dupla já tem antecedentes criminais de comércio irregular de minério

André Borges, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2021 | 05h00

BRASÍLIA – A escolha do nome Terra Desolata para a operação da Polícia Federal não foi mera citação à expressão italiana que, em português, remete à “terra devastada”. Um dos principais elos da organização criminosa investigada pela PF é a atuação de uma família de italianos que atua há décadas no comércio de ouro. Pai e filho, Mauro Dogi e Giacomo Dogi chegaram a adiantar dezenas de milhões a agentes do garimpo, para receber depois a mercadoria retirada ilegalmente da terra indígena Kaiapó, no sul do Pará.

O inquérito aponta que a empresa da família Dogi, a CHM do Brasil, sediada em Goiânia, fez 3.179 operações de compra de joias, pedras e metais preciosos no período de cinco anos entre setembro de 2015 a setembro de 2020, movimentando mais de R$ 2,142 bilhões. Somente de garimpeiros do Sul do Pará, os quais raramente possuem o documento de permissão de lavra garimpeira (PLG), a empresa desembolsou nada menos que R$ 246,5 milhões no período, valor que corresponde a, aproximadamente, uma tonelada de ouro extraído de forma ilegal.

O negócio era viabilizado por meio da empresa CHM do Brasil Metais, que tem sede em Goiânia, e sua parceira diretamente na Itália, a empresa Chimet SPA Recuperadora e Beneficiadora de Metais, conhecida mundialmente em recuperação e refino de metais preciosos. É uma parceria de décadas. Mauro Dogi, que fundou a CHM do Brasil, trabalhou antes para a Chimet. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) levantou que a italiana Chimet SPA remeteu à CHM do Brasil mais de R$ 2,106 bilhões.

De acordo com as investigações, os nomes de Mauro Dogi e Giacomo Dogi não são novidades nos inquéritos policiais. Ambos têm antecedentes criminais ligados a comércio ilegal de minério e já foram citados como principais destinatários do ouro ilegal extraído de terras indígenas da região de Cumaru do Norte, também no Pará.

A negociação para a compra de ouro incluía uma série de empresas e pessoas, mas dois intermediários se destacavam nessas transações, os irmãos Walterly Guedes Pereira dos Santos e Vergelina Pereira dos Santos.

A confiança dos italianos nas operações com Walterly era tanta que, em dois anos e quatro meses, o investigado recebeu diretamente da empresa CHM do BRASIL, em 102 operações, mais de R$ 14,5 milhões como “antecipação para entrega de mercadoria futura” de jóias, pedras e metais preciosos”.

O problema é que nem Walterly, sua irmã ou sua empresa, a W.G.P. dos Santos Comércio de Metais, possui autorização de compra e venda de ouro ou permissão de lavra garimpeira (PLG), além de não serem classificados como Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), ou seja, não têm condição para realizar atividades relacionadas ao comércio de minério e metais preciosos. A PF concluiu que Vergelina Pereira dos Santos atuava como braço operacional do irmão. O Coaf identificou que ela fez 142 saques nas contas bancárias de Walterly, em um período de 20 meses, com movimentação de mais de R$ 16,175 milhões. Os saques realizados, em sua maioria, se destinavam a pagamentos a fornecedores.

“A investigada Vergelina atua como compradora de ouro ilegal extraídos, principalmente, de terra indígenas, em nome de seu irmão Walterly, compondo, desta forma, a organização criminosa, realizando os primeiros atos, com o fim de concretizar o comércio ilegal de ouro, inclusive para o exterior”, afirma o inquérito. As exportações eram realizadas, muitas vezes, em voos privados, sem o conhecimento das autoridades competentes e sem passar pelo Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex).

A Cooperativa de Garimpeiros de Ourilandia e Região (Cooperouri) não se manifestou até o fechamento deste texto. A reportagem não conseguiu contato com a empresa CHM do Brasil. A italiana Chimet SPA foi acionada, mas não se manifestou até esta publicação. 

A reportagem não conseguiu contato com os investigados Arlan Monteiro de Almeida, Hailton Monteiro de Almeida, Gustavo Machado Seixas, Sidney Soares Gomes Brito, Marcus Vinicius Alvarez Guimaraes, Patricia Ferreira Soffa, Douglas Alves de Morais, Fabio Monteiro da Silva, Giacomo Dogi, Walterly Guedes Pereira dos Santos, Vergelina Pereira dos Santos e Andre Felipe Picone Rosa.

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De office boy a marceneiro, ‘laranjas’ atuaram em transações milionárias do comércio ilegal de ouro

Investigação identifica movimentação de recursos que envolvia cooperativa de lavagem de dinheiro e aponta indícios de esquema

André Borges, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2021 | 05h00

BRASÍLIA - Com 25 anos, Hadria Consuelo da Silva Souza tentava levar a vida com o salário de R$ 2,8 mil por mês, trabalhando numa empresa atacadista de alimentos. Para se deslocar, usava a sua Honda Biz. Na conta bancária de Hadria, porém, os negócios eram bem mais ambiciosos. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou que, em curto espaço de tempo, Hadria recebeu nada menos que R$ 12,588 milhões da cooperativa de ouro Cooperouri, em nove transações.

Ao checar mais a fundo quem realmente movimentava o dinheiro, a Polícia Federal descobriu que, na realidade, os responsáveis pela conta eram Douglas Alves de Morais e Fábio Monteiro da Silva, ambos diretores da Cooperouri e reais beneficiários dos valores enviados pela cooperativa. “Trata-se de uma tentativa de ocultar o real destinatário dos recursos, demonstrando a provável lavagem de dinheiro”, afirma o relatório da PF que investigou organização criminosa envolvida na exploração irregular de ouro na terra indígena Kayapó, no sul do Pará

Hadria não estava sozinha. O marceneiro Antonio Marcos da Silva Teixeira, de Boa Vista, é dono de apenas um veículo Gol, sem mais propriedades, mas recebeu da Cooperouri, em 13 lançamentos, mais de R$12,407 milhões. Ao checar suas transações bancárias por meio de relatório do Banco Central, a PF também concluiu que os reais beneficiários e operadores da conta eram os diretores da cooperativa do Pará.

A situação se repete com o office boy Ronaldo da Silva Marinho, também de Roraima. Em apenas quatro transações com a Cooperouri, Marinho viu sua conta bancária receber mais de R$ 3,296 milhões. O inquérito, porém, não esclarece se elas foram enganadas ou faziam parte do esquea criminoso. 

O uso de laranjas também inclui garimpeiros que atuam diretamente e dão suporte à extração do minério dentro da terra indígena Kaiapó. É o caso do garimpeiro Francisco Edilson, pessoa que, segundo as investigações, atuava como laranja ou “testa de ferro” no esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

O investigado, que já foi preso e condenado por roubo de uma moto, com uso de arma de fogo, está envolvido em transações financeiras que ultrapassam R$ 4,138 milhões. Neste montante estão valores usados na compra de escavadeira hidráulica, maquinários utilizados na extração de minério e compra de combustível, entre outros itens.

Edilson não tem vínculo trabalhista, tampouco é sócio de empresa, mas aparece como proprietário e operador de um avião Cessna. Além disso, tem em seu nome diversos carros de luxo, como a Dodge RAM 2500 Laramie, que custa mais de R$ 400 mil.

Procurada, a Cooperativa de Garimpeiros de Ourilandia e Região (Cooperouri) não se manifestou até o fechamento deste texto. A reportagem não conseguiu contato com a empresa CHM do Brasil. A italiana Chimet SPA foi acionada, mas não se manifestou até esta publicação.  

A reportagem não conseguiu contato com os investigados Francisco Edilson, Arlan Monteiro de Almeida, Hailton Monteiro de Almeida, Gustavo Machado Seixas, Sidney Soares Gomes Brito, Marcus Vinicius Alvarez Guimaraes, Patricia Ferreira Soffa, Douglas Alves de Morais, Fabio Monteiro da Silva, Giacomo Dogi, Walterly Guedes Pereira dos Santos, Vergelina Pereira dos Santos e Andre Felipe Picone Rosa. O Estadão também não conseguiu contato com Hadria Consuelo da Silva Souza, Antonio Marcos da Silva Teixeira e Ronaldo da Silva Marinho. 

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