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Neuropsicóloga fala sobre lidar com ansiedade

Thaís Quaranta explica quando a ansiedade se torna patológica e dá dicas de como lidar com esse sentimento

Juliana Tiraboschi, Especial para o Estadp

24 Outubro 2017 | 17h00

Segundo a neuropsicóloga Thaís Quaranta, a sensação de que as pessoas estão mais ansiosas hoje em dia não é uma mera impressão, mas sim uma ideia baseada em fatos. “Um dos transtornos que mais chegam ao meu consultório é o transtorno de ansiedade.” 

Para a neuropsicóloga, duas das razões para esse aumento no número de casos de transtorno de ansiedade são o excesso de informações trazido pela imersão nos recursos tecnológicos e a situação política e econômica do País.

“Antigamente as pessoas trabalhavam, voltavam para casa, jantavam com a família, no máximo assistiam um pouco de televisão e iam dormir. Hoje todos querem acompanhar o whatsapp, as redes sociais, lêem muitas notícias e criam a ideia de que os outros estão fazendo mais”, diz. 

Segundo Thais, a ansiedade é um sentimento natural do ser humano. É um estado que gera uma ânsia por algo que pode vir a acontecer e geralmente está ligado a preocupações. Ainda pode estar ligado a situações que provocam medo. Ela não é um sentimento negativo, necessariamente. “Se uma pessoa vai fazer uma prova e fica ansiosa porque ela é muito importante, ela deve buscar recursos para lidar com isso”, diz a neuropsicóloga. Nesse sentido, o sentimento é benéfico, pois ele ajuda o indivíduo a se preparar para um acontecimento. 

Mas quando a ansiedade passa a causar prejuízos em pelo menos uma área da vida, é um sinal de alerta. “Quando a pessoa começa a perder o raciocínio porque não consegue parar para ler e estudar, por exemplo, ela terá um prejuízo”, afirma. “Aí é hora de passar para uma investigação mais profunda”, diz. Segundo Thaís, quando a ansiedade está na forma patológica ela tem ligação a uma sensação de vulnerabilidade, ou seja, a pessoa sente que não é capaz de lidar com determinada situação.

O primeiro passo para quem está sofrendo de ansiedade crônica é procurar um médico, que pode ser um clínico geral ou um psiquiatra, para uma avaliação inicial e investigação de possíveis causas biológicas. O especialista pode receitar medicamentos, como ansiolíticos ou antidepressivos, e associá-los a um tratamento terapêutico. “O medicamento trata os sintomas, é preciso também cuidar das causas”, diz Thaís. 

Veja a entrevista completa de Thaís Quaranta para a TV Estadão, na qual respondeu a diversas dúvidas dos espectadores sobre ansiedade.

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