Não esperem o acordo de Copenhague, recomenda Nobel de Economia

As pessoas deveriam começar a agir por conta própria contra o aquecimento global, em vez de esperarem que seus líderes definam as medidas a serem tomadas, disse na segunda-feira Elinor Ostrom, que se tornou neste ano a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel de Economia.

REUTERS

07 Dezembro 2009 | 11h15

Políticos do mundo todo se reúnem a partir de segunda-feira em Copenhague para tentar definir um novo tratado climático global, com a meta de limitar a 2 graus Celsius o aquecimento médio do planeta em relação aos níveis pré-Revolução Industrial. Especialistas dizem que, para isso, seria necessário que até 2050 as emissões de gases do efeito estufa sejam reduzidas à metade do que eram em 1990.

"Estou muito preocupada com que não suponhamos (...) que as negociações internacionais sejam a única coisa que possa acontecer, e que fiquemos sentados e esperemos", disse Ostrom a jornalistas em Estocolmo, onde os prêmios Nobel serão entregues numa cerimônia na quinta-feira, com direito ao tradicional banquete para os vencedores.

"Há um enorme número de coisas que as pessoas podem fazer em pequena escala (...), de modo que, além de esperar que os grandões lá em cima tomem suas decisões, podemos agir. Porque, se esperarmos demais, pode ser desastroso."

Ostrom, da Universidade de Indiana (EUA), recebeu metade do prêmio de 10 milhões de coroas (1,43 milhão de dólares) por demonstrar que as comunidades podem gerir melhor seus recursos comuns do que o Estado.

Ela alertou para a complexidade do desafio climático. "Se você quer parar uma guerra, é duro. Mas resolver um problema que é ao mesmo tempo biológico, químico e humano é um desafio muito maior", afirmou a economista.

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