Mundo está ficando para trás nas metas para 2020 de proteção da natureza, diz ONU

Mundo está ficando para trás nas metas para 2020 de proteção da natureza, diz ONU

Apenas cinco de 53 metas estão dentro do itinerário

ALISTER DOYLE, REUTERS

06 Outubro 2014 | 09h41

Governos estão fracassando no cumprimento de metas para proteger animais e plantas sob um plano estabelecido para a biodiversidade até 2020, o qual também busca aumentar o abastecimento alimentar e desacelerar a mudança climática, mostrou um relatório da Organização das Nações Unidas nesta segunda-feira.

Muitas espécies raras enfrentam um crescente risco de extinção, florestas estão sendo desmatadas por fazendeiros a uma taxa alarmante, e a poluição e a pesca excessiva continuam, apesar de um esforço da ONU, definido em acordo em 2010, para reverter as tendências prejudiciais para a natureza.

“Tem havido um aumento no esforço (pelos governos)… mas isso não será suficiente para se alcançar as metas”, disse Bráulio de Souza dias, secretário-executivo da Convenção de Diversidade Biológica (CDB), à Reuters, citando o relatório de progresso sobre o tema.

No geral, o relatório da Previsão para a Biodiversidade Global, divulgado no começo de um encontro sobre o tema na Coreia do Sul, nesta segunda-feira, mostrou que apenas cinco das 53 metas estabelecidas para se preservar a natureza estavam dentro da meta ou à frente do itinerário. As outras 48 estavam para trás.

Os governos estão no caminho certo, por exemplo, em relação a uma meta que estabelece 17 por cento da área terrestre mundial até 2020 como áreas protegidas para a vida marítima, tais como parques ou reservas.

Mas estavam para trás em metas como cortar pela metade a taxa de perda de habitats naturais, ou de prevenir extinções de espécies conhecidas ameaçadas.

“Apesar de histórias individuais de sucesso, o risco médio de extinção para pássaros, mamíferos e anfíbios ainda cresce”, disse o relatório, acrescentando que a biodiversidade significa mais do que campanhas para salvar orangotangos, ursos polares ou sapos raros.

Pedindo que os governos redobrem os esforços, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o sucesso na preservação da vida no planeta ajudaria nas metas de “eliminar a pobreza, melhorar a saúde humana e fornecer energia, alimentos e água potável para todos”.

Outros relatórios da ONU estimaram, por exemplo, que a polinização por insetos - amplamente feita por abelhas - vale cerca de 190 bilhões de dólares por ano ao assegurar a produção da alimentos.

O relatório de segunda-feira estimou que o mundo precisaria gastar entre 150 bilhões e 440 bilhões de dólares por ano para alcançar as metas de 2020.

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