Mudanças climáticas podem extinguir 12% dos anfíbios na Mata Atlântica

Estudo feito com base em modelagens climáticas considerou risco para as 430 espécies que vivem no bioma

O Estado de S. Paulo

17 Fevereiro 2014 | 19h11

Perereca-verde (Aplastodiscus arildae) é uma das espécies da floresta. Crédito: Leo Malagoli

SÃO PAULO - Lar de 430 espécies de anfíbios, a Mata Atlântica pode sofrer uma extinção de pelo menos 12% das espécies e redução do tamanho das populações de sapos, pererecas e rãs com as mudanças climáticas nas próximas décadas.

Essa é a conclusão de um estudo feito por pesquisadores do Laboratório de Biogeografia da Conservação da Universidade Federal de Goiás e publicado na edição deste mês da revista Biodiversity and Conservation.

A pesquisa, liderada pelo ecólogo Rafael Loyola, avaliou a efetividade das áreas protegidas da Mata Atlântica (que representam 7% do bioma) em manter as espécies de anfíbios em um futuro próximo de mudanças climáticas. E concluiu que na grande maioria o número de espécies vai cair.  Os remanescentes da floresta, que se estende pela costa brasileira, contêm 18% das espécies de anfíbios existentes na América da Sul

Apesar de terem feito os cálculos somente para os anfíbios – grupo animal considerado mais sensível às condições do clima –, os pesquisadores estimam que essa situação deve ocorrer também com mamíferos, aves, mariposas e plantas.

Ainda de acordo com o estudo, feito com base em modelagens climáticas, somente unidades de conservação localizadas em maiores altitudes teriam condições de serem mais efetivas para aliviar os efeitos das mudanças climáticas nesta fauna.

As projeções indicaram que os locais climaticamente adequados para a sobrevivência de anfíbios na Mata Atlântica deverão diminuir até 2050. Por essa razão, até 12% das espécies de anfíbios, localizados principalmente nas porções norte e sudoeste do bioma, deverão entrar em extinção, e 88% terão retração da população.

Com informações da Agência Fapesp

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