REUTERS/Amanda Perobelli
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Mudança de Fundo Amazônia deve ter alinhamento com Estados, diz Salles

Declaração ocorre no mesmo dia em que o ministro do Meio Ambiente da Noruega disse que não vai aceitar a proposta do governo brasileiro de alterar a estrutura de gestão

Tulio Kruse, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2019 | 00h21

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse nesta quinta-feira, 4, que mudanças na gestão do Fundo Amazônia deveriam passar por um "alinhamento" dos governos estaduais e federal. A declaração ocorre no mesmo dia em que o ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Ola Elvestuen, disse que não vai aceitar a proposta do governo brasileiro de alterar a estrutura de gestão.

"O que precisamos fazer? Dentro deste desmatamento ilegal, adotar as medidas que forem adequadas, para reduzir ainda mais o ilegal. Mas essas medidas passam por um alinhamento dos esforços federais e estaduais com o Fundo Amazônia. E é pra isso que queremos mudar (os termos do Fundo Amazônia)", disse o ministro.

Salles também disse que concorda com os objetivos do fundo, destinado ao combate do desmatamento na floresta amazônica, e que conta com os recursos para manter a fiscalização ambiental da pasta na região. Ele disse que os recursos do ministério devem ser melhor aproveitados.

"Concordamos integralmente no uso do recurso (do fundo) no combate ao desmatamento", disse Salles. "A questão é como operacionalizar."

Desmatamento zero

O ministro afirmou, ainda, que o Brasil teria atingido "desmatamento relativo zero" na Amazônia. "Nós já temos um desmatamento que, em números inteiros, já é zero, é 0,2. Então não estamos longe do desmatamento ilegal zero", disse Salles.

O último balanço divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) mostra que, entre agosto de 2018 e junho deste ano, o desmatamento na região amazônica atingiu uma área total de 4.565 km². A área devastada é 15% superior ao volume verificado nos doze meses anteriores. O Brasil também tem sido cobrado por lideranças internacionais sobre as ações antidesmate do país. 

O ministro disse que é preciso "adotar as medidas que forem adequadas para reduzir ainda mais o ilegal". "Mas essa melhoria, na nossa opinião, passa por uma melhoria na gestão de recurso."

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