Mudança climática não é prioridade para empresas indianas

A maior parte das empresas daÍndia, um dos países mais poluentes do mundo, ainda precisaelaborar planos a respeito do impacto das mudanças climáticassobre suas atividades, não mensura as emissões nem possuiprazos para limitá-las, afirmou um estudo divulgado naquinta-feira. No entanto, muitas empresas indianas estão cientes dasoportunidades comerciais oferecidas pelo aquecimento global,segundo revelou uma pesquisa do Projeto Divulgação do Carbono(CDP), uma agência mundial que defende a adoção de um modeloeconômico de baixo consumo de carbono. Apenas um terço das 110 empresas de grande porte contatadasresponderam à pesquisa que buscava informações sobreoportunidades e riscos apresentados pelas mudanças climáticas,os níveis de emissão e as estratégias para diminuir a poluição,entre outras questões. O relatório do CDP disse que o aquecimento da Terra podeprejudicar algumas empresas que não responderam à pesquisa. Eafirmou que muitas delas não adotaram ainda estratégias deenfrentamento desse problema. "As empresas indianas ainda precisam trabalhar muito parachegarem ao mesmo nível de seus parceiros da comunidadeinternacional", afirmou Paul Simpson, um dirigente do CDP. "As conclusões da pesquisa mostram ser necessário despertara atenção para a adoção de mecanismos de controle dos gases doefeito estufa pelas empresas indianas." Um número cada vez maior de empresas do mundo prepara-separa aproveitar-se das oportunidades e para enfrentar os riscosoferecidos pelas mudanças climáticas, disse. Economias com altas taxas de crescimento como as da China eda Índia foram criticadas pelo Ocidente porque se recusam aassumir metas de corte das emissões de gases do efeito estufa,apesar de constarem entre as maiores fontes de poluição domundo. A Índia contribui com cerca de 4 por cento das emissõesmundiais desses gases enquanto aumenta o consumo decombustíveis fósseis no país. Mas estimativas oficiais dizemque o país continuará abaixo dos 5 por cento das emissõesglobais em 2020. As emissões per capita, segundo se prevê, continuarão a sermais baixas do que a média dos países desenvolvidos. O relatório afirmou que as empresas indianas mostravam-seentusiasmadas com as oportunidades oferecidas pelas mudançasclimáticas, incluindo o comércio de cotas de carbono e apesquisa e o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias. "Isso indica que as empresas indianas estão atentas para opotencial comercial das mudanças climáticas, algo diferente dapostura adotada em relação ao desafio apresentado por esseproblema", afirmou o documento. A Índia recusou-se a adotar metas de emissão, afirmando queprecisa gastar mais energia para tirar milhões de pessoas dapobreza. O governo indiano afirma que isso é algo que os paísesricos, que queimaram combustíveis fósseis livremente durante umséculo, deveriam compreender.

KRITTIVAS MUKHERJEE, REUTERS

22 de novembro de 2007 | 13h12

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