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Mudança climática ganha destaque dentro do Banco Mundial

As mudanças climáticastransformaram-se em uma das maiores fontes de preocupação doBanco Mundial devido à previsão de que provocarão impactos nasaúde e no crescimento econômico dos países em desenvolvimento,afirmou o principal economista da entidade para o setorambiental. A América Latina, a África subsaariana e a Ásia são oslocais onde o aquecimento da Terra será sentido de formadesproporcionalmente negativa, e isso transforma a questão emalgo fundamental para o Banco Mundial e outras instituiçõesfinanceiras que tentam incentivar o desenvolvimento, afirmouKirk Hamilton. Hamilton é co-autor do Relatório de Monitoramento Global. Os danos ao meio ambiente acontecem hoje nos locais maispobres do mundo e devem ampliar-se com a elevação dastemperaturas no planeta, sendo que já se prevê para 2020 oaparecimento de consequências bastante negativas dessefenômeno, afirmou o economista em uma entrevista concedida portelefone. "Acredito que há um certo risco, e não apenas no BancoMundial mas globalmente, de que algumas pessoas possam pensarque as mudanças climáticas sejam a moda do mês. Nós, porém,vemos com grande preocupação as consequências desse fenômenopara o desenvolvimento", afirmou. A mudança de postura do banco, que passou a ver oaquecimento como um fator primordial na avaliação das questõesrelativas ao desenvolvimento, ocorreu nos últimos dois anos. "Os cientistas estão nos dizendo com um alto grau desegurança que o que observamos hoje é uma mudança climáticaprovocada pela humanidade e que os cenários atuais em termos deemissão de gases do efeito estufa estão nos levando para umterritório perigoso", disse Hamilton. O Relatório de Monitoramento Global, lançado antes dopróximo fim de semana, no qual ocorrerão encontros do BancoMundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington,contém dois capítulos importantes sobre a sustentabilidadeglobal em termos ambientais. "Os países pobres serão os mais afetados e são os menoscapazes de se adaptarem às mudanças climáticas", diz umcapítulo do documento. "Para os países em desenvolvimento, amelhor forma de adaptação às mudanças climáticas passa peloincentivo a um desenvolvimento inclusivo." Os países em desenvolvimento e os países de baixa rendadependem muito mais de seus recursos naturais do que os paísesricos, disse Hamilton. Mas explorar esses recursos sem garantir que isso se façade forma sustentável não significa avançar rumo aodesenvolvimento, acrescentou. "Se esses recursos forem degradados, esgotados, poluídos,então a sustentabilidade dos projetos será colocada em dúvida",afirmou. Hamilton respondeu ainda às críticas lançadas recentementecontra o Banco Mundial. Alguns questionam o papel dainstituição na luta contra as mudanças climáticas, afirmandoque a preocupação maior nesse caso seria controlar os bilhõesde dólares em ajuda que serão necessários para enfrentar oproblema nas próximas décadas. "Eu rebateria esse tipo de argumento. Estamos no negócio dodesenvolvimento. E a adaptação às mudanças climáticas gira emtorno de um bom desenvolvimento."

DEBORAH ZABARENKO, REUTERS

10 de abril de 2008 | 12h58

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