MP-MG age contra fraude no comércio de carvão vegetal

Segundo o MP, os prejuízos ambientais causados pela quadrilha foram calculados em 48 mil metros cúbicos de carvão vegetal de origem ilícita

Solange Spigliatti, estadão.com.br

13 Setembro 2011 | 10h38

Foi deflagrada na manhã desta terça-feira, 13, pelo Ministério Público de Minas Gerais, a Operação Corcel Negro II, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa que atua na produção, no tráfico e no comércio ilícito de carvão vegetal.

Segundo o MP, os prejuízos ambientais causados pela quadrilha foram calculados em 48 mil metros cúbicos de carvão vegetal de origem ilícita, que correspondem ao desmate irregular de 15 mil hectares de cerrado. Em termos financeiros, os prejuízos alcançam a soma de R$ 60 milhões.

A organização criminosa, de acordo com o MP, domina os setores da produção de ferro-gusa e de carvão vegetal em vários Estados da Federação. As ações estão sendo realizadas em Belo Horizonte, Sete Lagoas, Matozinhos, Juatuba, Matheus Leme e Capim Branco, em Minas.

De acordo com o MP, a quadrilha falsificava notas fiscais e outros documentos destinados à fiscalização ambiental que servem para legitimar o transporte e comércio de carvão vegetal, com a ajuda de servidores públicos.

Durante a investigação e desdobramento da Operação Corcel Negro, realizada em 22 de julho de 2011, foi descoberto que uma siderúrgica está em nome de laranjas, sendo os reais proprietários pertencentes a uma família mineira amplamente conhecida no ramo empresarial. Essa organização possui inclusive empresa em paraíso fiscal.

Empresas da família foram cautelarmente sequestradas por ordem judicial, bem como contas bancárias, imóveis e veículos dos envolvidos. Estão sendo cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão.

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