Antônio Cruz/Agência Brasil
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Mourão diz que apuração de óleo está perto de conclusão; suspeita é de ejeção por navio

No momento, a principal hipótese da Marinha é de que uma embarcação mercante tenha sido a responsável, e não um 'navio fantasma'

Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2019 | 21h30

BRASÍLIA - O presidente em exercício, Hamilton Mourão, disse nesta quarta-feira, 30, que pode ser anunciado esta semana o resultado das investigações sobre o derramamento do óleo. No momento, a principal hipótese da Marinha é de que uma embarcação mercante tenha sido a responsável, e não um "navio fantasma". 

Segundo Mourão, o derrame teria acontecido após a retirada de óleo para aumentar a estabilidade do navio no mar. "Acho que o cara fez uma ‘ejeção de porão’. Está com problema de flutuação, de balanço, e retira um pouco o óleo para aumentar a estabilidade", disse.

Para ele, agora é preciso multar o navio que derramou o óleo que atingiu as praias do Nordeste. “Existe um sistema de alerta. E qualquer navio em que ocorra um incidente desta natureza tem de avisar. A legislação vai bater em cima dele", disse.

Mais cedo, Mourão recebeu o comandante da Marinha, Ilques Barbosa, para tratar das investigações.  Segundo o almirante, há maior probabilidade de que um navio mercante que passou pela costa brasileira tenha causado o desastre ambiental.

Seria uma "ilação perigosa e antiética" conforme Barbosa, afirmar que há envolvimento do governo da Venezuela no derramamento de óleo. Ele disse ainda que o governo centralizou a investigação sobre 10 navios, de 11 bandeiras. "Há maior probabilidade de que um navio mercante que passou pela costa brasileira tenha causado o desastre ambiental, disse Barbosa. "Mas nenhuma linha de investigação está abandonada", declarou.

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