Mortos por Agatha na América Central chegam a 16

A tempestade tropical Agatha ganhou força na Guatemala e em El Salvador neste domingo após matar pelo menos 16 pessoas na região.

PORHERBERT HERNANDEZ, REUTERS

30 Maio 2010 | 13h54

Equipes de resgate lutaram para restabelecer a comunicação com as cidades e vilarejos atingidos pelos deslizamentos de terra quando a Agatha, a primeira tempestade da temporada de furacões no Pacífico em 2010, avançou para a região costeira da Guatemala, perto da fronteira com o México, no sábado.

A tempestade se dissipou durante a noite, ao chegar nas montanhas no oeste da Guatemala, mas equipes de emergência alertaram moradores da região sobre uma intensa chuva por mais alguns dias.

Rios que transbordaram por conta das fortes chuvas provocaram o deslizamento de terra, atingindo casas em cidades e vilarejos. A intensa chuva propagou temores com a situação da safra de café na Guatemala, importante região produtora.

As chuvas acumularam mais de 1 metro de água em algumas áreas da Guetamala, disse o presidente Alvaro Colom.

"Muitos lugares estão isolados, mas parece que o tempo vai melhorar um pouco hoje e nós poderemos transportar a oferta para esses lugares. As estradas estão muito danificadas", disse Colom durante coletiva.

Autoridades da Guatemala confirmaram a morte de 13 pessoas e acrescentaram que pelo menos 24 estão desaparecidos. Mais de 74 mil pessoas foram obrigadas a deixarem suas casas.

Outras três pessoas morreram em El Salvador, enquanto 5 mil estão em abrigos, disse funcionários das equipes de emergência.

A América Central é vulnerável à intensas chuvas por conta das montanhas e das condições precárias de comunicação em áreas rurais.

Autoridades da Guetamala alertaram que as enchentes provocadas pela tempestade podem piorar com a cinzas lançadas pelo vulão Pacaya, no sul da capital, que bloquearam os sistemas de drenagem.

(Reportagem adicional de Nelson Renteria)

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