Mortes por fortes chuvas na América Central chegam a 81

O número de mortes na América Central devido às chuvas torrenciais causadas pela depressão tropical que teve início dias atrás na costa do Pacífico subiu para 81 no domingo, disseram funcionários da Defesa Civil. A cifra anterior era de 45 mortos.

NELSON RENTERÍA, REUTERS

17 Outubro 2011 | 08h36

As chuvas forçaram milhares de pessoas a se refugiar em abrigos temporários, enquanto o transbordamento de rios inundou aldeias inteiras e deslizamentos de morros causaram danos a estradas, deixando alguns povoados incomunicáveis.

Em El Salvador, foram registrados no domingo 32 mortes, a maioria delas por deslizamentos de terra que soterraram casas. Até sábado haviam sido registradas sete mortes no país pela tempestade.

Uma avalanche soterrou na madrugada uma casa em Ciudad Arce, informou o Estado de Santa Ana, onde cinco pessoas morreram. Equipes de resgate tiveram que suspender os trabalhos devido às fortes chuvas na área.

"A situação se deteriorou ainda mais, continua chovendo em grande intensidade em várias partes do país", disse o presidente Mauricio Funes, no domingo à noite em um discurso à nação.

Na Guatemala, as chuvas persistentes causaram 28 mortes em inundações e deslizamentos de terra. O presidente da Guatemala, Alvaro Colom, decretou estado de calamidade pública em todo o país, enquanto previsões apontam que as chuvas continuarão por pelo menos 24 horas.

DECLARAÇÕES DE EMERGÊNCIA

Em Honduras, a Comissão Permanente de Contingência informou no domingo que 13 pessoas morreram em decorrência dos temporais. O presidente Porfirio Lobo declarou situação de emergência na região sul, a área mais afetada, especialmente nos Estados de Valle e Choluteca.

Nessa região, equipes de resgate usaram barcos para socorrer centenas de pessoas presas nos telhados de suas casas.

Milhares foram retirados de suas casas, e o governo realizou reuniões para avaliar os danos à infraestrutura de estradas e à agricultura, tais como plantações de café e açúcar, vitais para a economia local.

Na Nicarágua, onde no domingo o número de mortes subiu para oito, foi decretado alerta em seis Estados do oeste e norte do país. O alerta foi estendido até a cidade de Manágua devido ao lago Xolotlán, cujo nível de água subiu em um dos pontos que fazem fronteira com a capital da Nicarágua.

Na Costa Rica, não houve registro de mortes, embora as fortes chuvas que afetam localidades na costa do Pacífico e na capital San José tenham levado à retirada de dezenas de famílias dos locais.

As chuvas costumam causar estragos nesses países devido ao território montanhoso e ao fato de milhões de famílias pobres viverem em casas precárias, tornando-os vítimas dos deslizamentos de terra.

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