Finbarr O’Reilly/The New York Times
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Elefante do deserto é abatido na Namíbia; ativistas acusam governo de autorizar caça sem justa causa

Segundo autoridades, animal era 'causador de problemas'. Elefante fazia parte de um rebanho raro adaptado ao deserto de Ugab

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2019 | 03h53

WINDHOEK - A morte de um elefante macho alfa de 50 anos na Namíbia, país no sudoeste da África, causou revolta entre a população local e fez com que grupos de conservação e de turismo acusassem o governo de autorizar a caça do animal sem justa causa.

O elefante foi abatido na semana passada na área de Omatjete, 230 quilômetros ao norte da cidade litorânea de Swakopmund, por um caçador indicado pelo governo, que lhe pagou o equivalente a 8.500 dólares. As autoridades o declararam um “animal causador de problemas”.

O elefante, conhecido popularmente como “Voortrekker”, era parte de um rebanho raro adaptado ao deserto de Ugab.

“É uma infelicidade que o elefante tenha sido abatido, mas não nos restou nenhuma outra alternativa depois que este animal específico continuou a causar danos a propriedades na área”, disse o porta-voz do Ministério do Meio Ambiente e do Turismo, Romeo Muyunda.

Muyunda disse que o ministério deu permissão para o abate de Voortrekker porque o governo temia que os agricultores que moram na área de Omatjete cumprissem sua ameaça de matar elefantes que estão destruindo suas propriedades. “Foi melhor para nós fazer desta maneira do que ignorá-lo e permitir que a comunidade faça justiça com as próprias mãos e destrua todos os elefantes”, disse.

Conservacionistas próximos da área de proteção de Ohungu, onde o elefante foi morto, questionaram o abate do animal, dizendo que os elefantes não entram em suas comunidades. “Entendemos que queixas de comunidades que vivem na área de Omatjete foram recebidas. A população de elefantes do deserto do oeste de Ugab não entra nestas comunidades”, disse a entidade de conservação. / Reuters

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